12/02/2014

Clube de Cinema, expressionistamente, apresenta, O GABINETE DO DR. CALIGARI


Por dentro do Gabinete do Dr. Caligari

Um dos primeiros representantes do Expressionismo Alemão, O Gabinete do Dr. Caligari é um filme que impressiona pela estética e pela temática, além de ser considerado o primeiro filme de terror feito. Dirigido por Robert Wiene, estreou em 27 de fevereiro de 1920 e levanta questões sobre autoritarismo, despotismo, tirania e da influência das massas através do hipnotismo, além de possuir um viés psiquiátrico, projetando na tela, como num delírio, toda a ambivalência da alma humana.

Dr. Caligari é um médico que viaja por feiras de aberrações e afins com o sonâmbulo Cesare que, segundo ele, está há 23 anos dormindo. Sua próxima apresentação é numa pequena cidade na fronteira com a Holanda. Na primeira noite de sua exibição, Cesare é acordado por Caligari e faz uma previsão pessimista para um dos espectadores: ele morrerá na noite que está chegando. Sua previsão é certeira, e a morte do homem está relacionada a uma série de crimes de assassinato no local. Cesare e Caligari são logos vistos como suspeitos. O resultado final é inesperado: os motivos pelos quais as coisas acabaram acontecendo formam um dos primeiros finais-surpresa do cinema.

A obra representou grande influência não só para o cinema alemão, mas também causou admiração e serviu de base para produções de cineastas de diversos países, até os dias atuais. No entanto, mais do que a temática ou a trama, foi o seu design único e revolucionário que ligou o filme às correntes expressionistas da época dos primórdios do cinema: os cenários e ângulos de câmera distorcidos, os estranhos efeitos de luz e sombra na composição dos climas psicológicos.

Tendo pouco dinheiro à disposição, os realizadores usaram da imaginação. Em vez de tentar reproduzir a natureza em caros cenários realistas, criaram um misterioso mundo de madeira e papelão, em branco e preto, como num pesadelo. Casas tortas, cubistas, corredores e caminhos kafkianos que parecem intermináveis são complementados por uma maquiagem tétrica, pelos figurinos, bem como uma mímica expressiva e a presença criada pela linguagem corporal dos atores.

Venha e adentre o gabinete do Dr. Caligari.

Onde: Clube de Cinema
Espaço Caos – Avenida Procópio Rola 1572, Centro. Entre prof. Tostes e Manuel Eudóxio.
Quando: 15/02/14
Horário: 18h30
Entrada franca.

27/01/2014

CLUBE DE CINEMA, graffitadamente, apresenta, EXIT THOUGH THE GIFT SHOP.



Um dos mais fascinantes filmes sobre arte já realizados. O documentário, dirigido pelo elusivo artista de rua Banksy, narra a surpreendente história, supostamente real, de Thierry Guetta, um videomaker francês vivendo em Los Angeles que é convidado a registrar os expoentes da street art com o intuito de realizar um filme sobre eles. O documentário segue vários artistas, alguns dos quais considerados hoje estrelas, entre os quais o próprio Banksy que apesar do anonimato é um dos mais famosos artistas britânicos, ao mesmo tempo que perspectiva o valor da arte e o que é ou não considerado autêntico hoje em dia.

TEMÁTICA: Arte: artigo de compra e venda.
DIA: 01 de Fevereiro (sábado)
HORA: 18h30
LOCAL: Espaço CAOS - Arte e Cultura (Av. Procópio Rola,1572, entre Manuel Eudoxo e Prof. Tostes, Sta Rita.)

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Entrada Franca
Classificação Livre

14/01/2014

La Antena "Televisão: Realidade e Simulação"



La Antena é uma fábula distópica em que os habitantes de uma cidade fictícia perderam a voz há duas décadas. Ninguém fala ou emite som algum. As pessoas alimentam-se de TV, literal e metaforicamente, e sua voz serve de matéria-prima para a indústria do Sr. TV, cuja corporação monopoliza os canais de comunicação da cidade. Uma famosa cantora conhecida como "A Voz" é a única pessoa que ainda pode falar. O vilão, porem, pretende agora usar a cantora para roubar as palavras das pessoas, para usá-las como matéria prima de seus produtos. O objetivo é, também, aumentar definitivamente o consumo dos produtos TV. Mas ele não contava que, com a ajuda de uma família de ex-empregados seus, uma “segunda voz” entrasse em cena.


O viés do enredo é fantástico, mas a fábula não nos é estranha. Esteban Sapír edifica uma distopia, tal como em 1984 e Admirável Mundo Novo, de um mundo bem contemporâneo e real: Um mundo onde a massificação das ideias a partir da propaganda, o controle da população e a alienação à mídia constroem um Estado autoritário que disciplina, pela força da informação, a conduta dos seus cidadãos, reprimindo todo o tipo de pensamento livre. Em A Antena, o Sr. T.V. representa a autoridade absoluta da cidade e os heróis que conseguem desviar-se da alienação são Tomás, a "segunda voz", e a família que o ajuda. 

No filme, há diversas referências a grandes clássicos do cinema como Metropolis (1927), de Fritz Lang, Spellbound (1945) e Viagem à lua (1902), de George Mèliés. A produção paga tributo também ao cinema de vanguarda de Marcel Duchamp (Anémic Cinema, 1926) e Dziga Vertov (O Homem com a Câmera, 1929). La Antena é um exemplo de filme que mostra que a estética muda não foi invalidada pelo tempo, trabalhando ideias perturbadoras e atualíssimas na forma de um thriller envolvente, fantástico e interessante.

Clube de Cinema apresenta, LA ANTENA.
DIA: 18 de Janeiro
HORA: 18h30
LOCAL: Espaço CAOS - Arte e Cultura (Av. Procópio Rola,1572, entre Manuel Eudoxo e Prof. Tostes, Sta Rita.)
Temática: Televisão: Realidade e Simulação

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Entrada Franca
Classificação Livre