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27/09/2018

2ª Circuito Cineclubista FINCAR e a voz das mulheres no audiovisual


Dia 29 de setembro, sábado, a partir das 19h, o Clube de Cinema, cineclube do Festival Imagem-Movimento (FIM), participa de mais um circuito cineclubista em parceria com o Festival Internacional de Cinema de Realizadoras (FINCAR). A sessão acontece na Biblioteca Pública Elcy Lacerda, com entrada franca.
O Fincar teve sua primeira edição em julho de 2016 em Recife (PE). Com foco de gênero na realização, o festival propõe uma investigação do processo criativo audiovisual feito por mulheres.
No intuito de descentralizar a exibição de filmes, a equipe do Fincar optou por estender o acesso às produções selecionadas para cineclubes de todo o Brasil, por entender essas iniciativas enquanto espaços de resistência artística e política. Sendo assim, a parceria também é uma forma de valorizar a existências dos mesmos.
A seleção que será exibida no Clube de Cinema é composta por 06 curtas-metragens brasileiros de ficção e documental, todos dirigidos por mulheres. O intuito da mostra é fomentar o debate em torno do cinema e a mulher que observa e é observada.

Visibilidade e resistência

No conturbado momento histórico e político pelo qual a sociedade brasileira passa, com uma parcela da população acreditando que o seu representante deve ser alguém que se posiciona abertamente de forma fascista, destilando ódio e questionando direitos conquistados por mulheres, negros e LGBTs, é de suma importância criar espaços que agreguem a diversidade e deem visibilidade às pautas das mulheres no audiovisual, seja esta indígena, negra, lésbica, trans, quilombola, ribeirinha, camponesa, entre tantas outras.
O Fincar se propõe, assim como muitos movimentos no Brasil pós-golpe, a ser uma iniciativa de resistência a todo tipo de intolerância e violência, um espaço de diálogo e de encontro de diferenças idealizado por mulheres, se apropriando, questionando e subvertendo a lógica de um cinema que por tanto tempo serviu ao sistema patriarcal e machista no qual ainda vivemos, mas que diariamente combatemos.
E neste momento decisivo para o Brasil que as eleições representam, a 2ª edição do circuito cineclubista do Fincar em Macapá acontece aderindo ao movimento #Elenão, que se posiciona contra “aquele” candidato à presidência e a ameaça que este representa a nossos direitos, nossa liberdade e a nossas vidas.
A sessão do Clube de Cinema compõe a programação do ato cultural que acontecerá na Pç. Floriano Peixoto a partir das 16h30 também no dia 29/09, como mais um recurso de reflexão sobre as escolhas dos nossos representantes e as consequências que enfrentaremos frente a esta mudança.

Confira a programação:

BOCA DE LOBA  
Direção: Bárbara Cabeça | Ficção | 18’43” | 2018 | Brasil
Sinopse: Pressões assediadoras das ruas. E um grupo de mulheres procura pela invocação de um espírito selvagem urbano.

FERVENDO
Direção: Camila Gregório | Ficção | 16’18” | 2017 | Brasil
Sinopse:  Ticiane procura por momentos descontraídos enquanto tudo está fervendo.

MERCADORIA
Direção: Carla Villa-Lobos | Ficção| 15’20” | 2017 |Brasil
Sinopse: A partir da chegada de uma novata, seis mulheres compartilham suas experiências, desejos e medos no trabalho com a prostituição.

MARIA ADELAIDE
Direção: Catarina Almeida | Ficção | 15’31” | 2017 | Brasil
Sinopse: Maria Adelaide, retirante nordestina, descobre na cidade grande do Rio de Janeiro uma identidade que permanecia escondida.

PERIPATÉTICO
Direção: Jessica Queiroz | Ficção | 15′ | 2017 | Brasil
Sinopse: Simone, Thiana e Michel são três jovens moradores da periferia de São Paulo. Simone está à procura do seu primeiro emprego, Thiana tenta passar no concorrido vestibular de medicina e Michel ainda não sabe o que fazer. Em meio às demandas do início da fase adulta, um acontecimento histórico em Maio de 2006 na cidade de São Paulo muda o rumo de suas vidas para sempre.

NOME DE BATISMO – ALICE
Direção: Tila Chitunda | Documentário | 25’45” | 2017 | Brasil
Sinopse: Em 1975, a declaração da independência de Angola iniciou uma longa Guerra Civil que matou e expulsou vários angolanos de suas terras. 40 anos depois, Alice, a única filha brasileira de uma família angolana que encontrou refúgio no Brasil, decide ir pela primeira vez à Angola, atrás das histórias que motivaram seus pais a lhe batizarem com esse nome.


SERVIÇO
2ª Circuito Cineclubista FINCAR
Local:  Biblioteca Pública Elcy Lacerda (Rua São José - Centro)
Data:  29/09 (sábado)
Horário: 19h
Entrada franca


15/09/2016

Clube de Cinema apresenta: Circuito Cineclubista FINCAR - Festival Internacional de Cinema de Realizadoras




Dia 24 de setembro, sábado, a partir das 18h30,  o Clube de Cinema participa de mais um circuito cineclubista, em parceria  com o Festival Internacional de Cinema de Realizadoras (FINCAR).
O evento teve sua primeira edição em julho de 2016 em Recife (PE). Com foco de gênero na realização, o festival propõe uma investigação do processo criativo audiovisual feito por mulheres.
No intuito de descentralizar a exibição de filmes, a equipe do festival optou por estender o acesso de seus filmes selecionados para cineclubes de todo o Brasil, por entender essas iniciativas enquanto espaços de resistência artística e política. Sendo assim, a parceria também é uma forma de valorizar a existências dos mesmos.
A seleção que será exibida no Clube de Cinema é composta por curtas e médias-metragens brasileiros e estrangeiros, todos dirigidos por mulheres e foram incluídos no circuito através da escolha no ato de inscrição dos filmes no festival pelas próprias realizadoras.
O intuito da mostra é fomentar o debate em torno do cinema e a mulher que observa e é observada.
Confira a programação:
The Acadian Girl (Dir. Gabrielle Provost/ 6"/ Canadá)
Na tradicional queima de fogos de verão em Montreal crianças andam ao redor da festa na esperança de vender uma carga de algodão doce.
La International (Dir. Tatiana Mazú/ 13"/ Argentina)
Eu filmei a minha irmã discutindo com a minha mãe enquanto elas preparavam a ceia de natal. Eu a filmei em um campo de trabalhadores, em um piquete, cantando. Eu percebi, assistindo uma VHS, que eu estava filmando ela desde que nós éramos crianças. Aparentemente, de acordo com alguns versos da Internacional, o socialismo deveria ser algo como um paraíso de irmãos e irmãs.
Do portão para fora (Dir. Letícia Bina/16"40/ Brasil)
Jaqueline reestabelece a vida no lugar onde ela cresceu. Em menos de um anos após ter deixado a prisão, tornou-se mãe pela segunda vez e hoje compartilha o seu tempo entre o trabalho e as tarefas do lar.
Besieged Bread (Dir. Soudade Kaadan/ 11"45/ Síria)
Síria, 2015. Um longo dia de contrabando de pães para a área sitiada. Uma árvore é o seu único abrigo. Ele foge deixando tudo para trás; Ambos sabem que não existe escapatória.
Catatumbari (Dir. Oriana Contreras/ 6"57/ Venezuela)
Um dia na vida de Roque e Braulio. Enquanto Roque, um pescador que vive no Lago Maracibo ouve em um rádio antigo que o raio Catatumbo está prestes a desaparecer ele decide deixar o seu trabalho de lado e embarcar com o seu filho em uma viagem de barco onde passeia por paisagens naturais e chega a testemunhar onde brilhou a luz dos seus ancestrais pela última vez, a mesma luz que conecta-os com as suas próprias origens e com o mundo no qual vivem.
Quem matou Eloah? (Dir. Lívia Perez/ 24"/ Brasil)
Uma análise crítica da espetacularização da violência e da abordagem televisiva em casos de violência contra a mulher, revelando uma das razões pelas quais o Brasil é o quinto país com o maior número de assassinato de mulheres no mundo.
Halahaches (Dir. Alejandra Jaramillo/ 14"21/ Chile)
Baseado nas tradições da tribo Selk’nam, “Halahaches” conta a história de Telkoy, um adolescente inseguro e medroso que se prepara para os seus ritos de passagem na Terra do Fogo. Ele descobre que para tornar-se um homem, deve escolher entre seguir as crenças da sua tribo ou arriscar a sua vida para proteger a sua amiga Haikenna.
Entre andares (Dir. Aline van der Linden e Marina Maciel/ 14"42/ Brasil)
No centro de Recife, cinco pessoas resistem em um edifício em estado de degradação. Enquanto eles contam as suas histórias pessoais, memórias do edifício e da cidade são reveladas.
Meio fio (Dir. Denise Vieira/ 20"/ Brasil)
Karine acaba de se mudar para um conjunto habitacional ‘Minha casa, Minha vida’ em Águas Lindas, entorno do DF. Divide seu tempo entre arrumar a nova casa e fazer o seu programa de rádio, enquanto uma questão pendente do passado insiste em reaparecer.
A Grande Aventura. (Dir. Cassandra Oliveira/ 25"/ Brasil+Cuba)
Yolana (60) escreve roteiros para a rádio novela “A Grande Aventura da Humanidade”, da Rádio Progresso, em Cuba. Em sua novela, a escultora francesa Camille Claudel sofre de um amor que lhe leva à loucura e solidão. Enquanto escreve o roteiro e tenta envolver o seu filho no processo, o drama da novela envolve alguns dos seus próprios conflitos.

Serviço:
Clube de Cinema apresenta: Circuito Cineclubista FINCAR
Data: 24 de setembro
Horário: 18h30
Local: Espaço Caos - arte e cultura (Av. Procópio Rola 1572. Centro.)
Entrada franca