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16/06/2021

Festival Imagem-Movimento abre inscrições para oficina de Escrita Documental

 Oficina será online e ministrada pela roteirista Letícia Simões. Inscrições são gratuitas e vão até dia de 21 de junho.




Durante a programação do XVII Festival Imagem-Movimento, serão realizadas duas oficinas, dentre elas a oficina de escrita documental, voltada a desenvolver técnicas de roteiro especificamente para documentários.

A oficina será ministrada pela diretora e roteirista, Letícia Simões, em formato online. De acordo com Letícia, “debateremos os meandros das possibilidades de escrita para o documentário, através de exposição e debates, culminando em uma troca a partir de projetos dos alunxs”.

Durante o curso, os alunos poderão conhecer teorias da escrita do documentário, mesclando trechos de obras da realizadora Letícia Simões com fragmentos de curtas e longas do cinema moderno e contemporâneo até a abertura para projetos dos participantes, buscando efetivar o debate criativo.

A oficina é voltada a interessadxs em roteiros para linguagem documental.


Inscrições

As inscrições podem ser feitas através do blog do Festival. Basta x interessadx preencher o formulário de inscrição até o dia 19 de junho As inscrições são limitadas.

 A oficina terá duração de dois dias, sendo realizada nos dias 24 e 25 de junho, das 16 às 18h. São 6h de carga horária, com direito a certificado.


Seleção de inscritos

Devido a limitação no número de participantes, a curadoria do festival realizará uma seleção dos alunxs, dando prioridade a inscritos da Região Norte. O resultado com os selecionados para a oficina, será divulgado dia 20 de junho nas redes sociais do festival e no blog.


Sobre a oficineira


Letícia Simões nasceu em Salvador, em 1988. Formou-se em Comunicação na PUC-Rio e estudou Roteiro e Documentário na London Academy of Film, Media and TV e Artes Plásticas na London Art Academy. É Mestre em Cine-Ensaio pela Escuela de Cine y Televisión de San Antonio de Los Baños, em Cuba e Mestre em Estudos Contemporâneos das Artes pela Universidade Federal Fluminense.

Como diretora e roteirista, assina a trilogia de longas-metragens sobre literatura brasileira "Bruta Aventura em Versos”, “Tudo vai ficar da cor que você quiser" e “O Chalé é uma Ilha Batida de Vento e Chuva”; e o documentário autobiográfico “CASA”.



O mais antigo do norte


O FIM acontece em terras amapaenses, anualmente, desde 2004, consolidando-se, ao chegar a sua XVII edição, como o festival de audiovisual mais antigo da região norte do país. Esse ano, o evento conta com recursos provenientes da Lei Aldir Blanc de emergência cultural captados através de editais da Secretaria de Estado da Cultura do Amapá (Secult-AP) e, além de sua tradicional equipe de realizadores independentes, essa edição é assinada também pela Oca Produções. 


SERVIÇO
Oficina de Escrita Documental
Prazo de inscrições:
15 a 21 de junho
Resultado de selecionados: 22 de junho
Público-alvo: interessados em roteiros para linguagem documental
Período da oficina: 24 e 25 de junho (16h às 18h)
Plataforma: será divulgada em breve
Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/1WkTdHbdHV-QR4S36FIT1SNcU6VmH6UM0NigTy90DD7I/edit




22/05/2013

Oficina de audiovisual em Ferreira Gomes - 18 e 19/05/13



Malabares na AESC - A galera adora a arte do circo por lá!

No último FIM de semana, estivemos em Ferreira Gomes, a convite da Associação de Eventos Sociais e Culturais (AESC), ministrando nossa tradicional oficina básica de realização audiovisual. Chegamos ao local da oficina e logo na entrada, havia alguns meninos fazendo malabarismo, mais tarde quando fomos almoçar passou uma garota andando de pernas de pau, tranquilamente pela rua do restaurante...  Deu pra sentir o peso de arte que paira pelas redondezas do lugar.  Depois fomos entender que essas crianças fazem parte do “Norteando Arte”, iniciativa da associação que desde 2009 se manteve de forma independente através de Francisco, conhecido como seu Xico (ou Xiquinho), até o ano passado quando veio a se tornar um ponto de cultura, em convenio com o Ministério da Cultura (MINC).

Olhares atentos às novidades.

Pois bem... Atrasa daqui, atrasa dali, concluímos na tarde do primeiro dia a parte teórica acerca do audiovisual e seus processos de produção. Foi lindo de ver uma turma de alunos com idades tão diferentes, de crianças a adultos, super atentos ao que lhes estava sendo passado, com pupilas e almas visivelmente dilatadas e sedentas por desbravarem o desconhecido. Confesso que achava que nosso conteúdo estava um pouco “pesado” para uma oficina cujo publico alvo era de crianças, mas, eu estava maravilhosamente errada! 


Aprendendo a operar a câmera.


Dinânima de preparação de atores.


Como de praxe, produzimos um curta-metragem com a turma durante todo o segundo dia de oficina. Todo mundo passou por todas as etapas da nossa mini produção, que se encontra em fase de edição e vai se chamar “E tínhamos água à vontade”, e fala sobre o medo do que o futuro pode reservar a uma cidade como Ferreira Gomes, muito depois da implantação de uma hidrelétrica que interferiu no curso natural do rio. 

Gravações do curta "E tínhamos água à vontade."


Na produção, a empolgação foi tanta que passamos quase duas horas em um sol “de lascar a mulêra” -como diriam alguns amigos do nordeste- gravando em um campo de futebol as cenas que no filme se passarão no fundo do Rio Araguari seco. A interpretação visceral de seu Xico como protagonista das cenas e do filme e o encanto da turma ao terem a experiência de utilizar os equipamentos de gravação, provavelmente foram os fatores hipnotizantes que nos ajudaram a ignorar o calor e a sede.  Não vou nem dizer que teve oficineiroa que chorou de emoção nessa hora... :p  Mas dá pra sentir o clima de comoção geral olhando as carinhas do set de filmagem:

Carinhas aflitas assisntindo à interpretação show do seu Xico.
Assistimos todos juntos, já à noite, ao que foi gravado, e este foi um momento muito enriquecedor, no qual pudemos ver o olhar da galerinha diante de si mesmos, com todo o cansaço decorrente daquele trabalho tornando mais valioso ainda o resultado de seus próprios esforços. Devido ao pouco tempo, não temos como editar os produtos das oficinas no local, mas faremos isso em Macapá e retornaremos em breve para aprofundarmos um pouco mais sobre edição de vídeo e para exibirmos o filme à comunidade de Ferreira Gomes.

Som ok? Ok!


 Seu Xico disse que todas as crianças do projeto andam de perna de pau e que a maioria já faz malabarismo, o que pudemos notar em todos os momentos de intervalo das atividades. Esperamos que agora o audiovisual seja mais uma atividade de constante experimentação pelas redondezas da AESC! Da nossa parte, faremos tudo o que pudermos pra que aconteça!


Seu Xico e Ítalo emocionando a galera.
O FIM agradece ao seu Xico, a dona Nalva e Geison pelo convite, total apoio e todo o cuidado e carinho, ao Odivar Filho por ter somado forças conosco, ao SESC-AP por ter enriquecido nossa programação com as mostras do projeto Cinema Para Todos e principalmente a todos os participantes da oficina, pelo interesse e por se mostrarem tão abertos a viver essa experiência com a gente. Nós adoramos! E em breve estaremos de volta a Ferreira Gomes. 
Super abraço.:D Saiba mais sobre o projeto Norteando Arte, no blog do ponto de cultura: 



http://norteandoarte.blogspot.com.br


Sede da AESC- Norteando Arte, ponto de cultura em Ferreira Gomes, Amapá, Brasil