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22/05/2013

Oficina de audiovisual em Ferreira Gomes - 18 e 19/05/13



Malabares na AESC - A galera adora a arte do circo por lá!

No último FIM de semana, estivemos em Ferreira Gomes, a convite da Associação de Eventos Sociais e Culturais (AESC), ministrando nossa tradicional oficina básica de realização audiovisual. Chegamos ao local da oficina e logo na entrada, havia alguns meninos fazendo malabarismo, mais tarde quando fomos almoçar passou uma garota andando de pernas de pau, tranquilamente pela rua do restaurante...  Deu pra sentir o peso de arte que paira pelas redondezas do lugar.  Depois fomos entender que essas crianças fazem parte do “Norteando Arte”, iniciativa da associação que desde 2009 se manteve de forma independente através de Francisco, conhecido como seu Xico (ou Xiquinho), até o ano passado quando veio a se tornar um ponto de cultura, em convenio com o Ministério da Cultura (MINC).

Olhares atentos às novidades.

Pois bem... Atrasa daqui, atrasa dali, concluímos na tarde do primeiro dia a parte teórica acerca do audiovisual e seus processos de produção. Foi lindo de ver uma turma de alunos com idades tão diferentes, de crianças a adultos, super atentos ao que lhes estava sendo passado, com pupilas e almas visivelmente dilatadas e sedentas por desbravarem o desconhecido. Confesso que achava que nosso conteúdo estava um pouco “pesado” para uma oficina cujo publico alvo era de crianças, mas, eu estava maravilhosamente errada! 


Aprendendo a operar a câmera.


Dinânima de preparação de atores.


Como de praxe, produzimos um curta-metragem com a turma durante todo o segundo dia de oficina. Todo mundo passou por todas as etapas da nossa mini produção, que se encontra em fase de edição e vai se chamar “E tínhamos água à vontade”, e fala sobre o medo do que o futuro pode reservar a uma cidade como Ferreira Gomes, muito depois da implantação de uma hidrelétrica que interferiu no curso natural do rio. 

Gravações do curta "E tínhamos água à vontade."


Na produção, a empolgação foi tanta que passamos quase duas horas em um sol “de lascar a mulêra” -como diriam alguns amigos do nordeste- gravando em um campo de futebol as cenas que no filme se passarão no fundo do Rio Araguari seco. A interpretação visceral de seu Xico como protagonista das cenas e do filme e o encanto da turma ao terem a experiência de utilizar os equipamentos de gravação, provavelmente foram os fatores hipnotizantes que nos ajudaram a ignorar o calor e a sede.  Não vou nem dizer que teve oficineiroa que chorou de emoção nessa hora... :p  Mas dá pra sentir o clima de comoção geral olhando as carinhas do set de filmagem:

Carinhas aflitas assisntindo à interpretação show do seu Xico.
Assistimos todos juntos, já à noite, ao que foi gravado, e este foi um momento muito enriquecedor, no qual pudemos ver o olhar da galerinha diante de si mesmos, com todo o cansaço decorrente daquele trabalho tornando mais valioso ainda o resultado de seus próprios esforços. Devido ao pouco tempo, não temos como editar os produtos das oficinas no local, mas faremos isso em Macapá e retornaremos em breve para aprofundarmos um pouco mais sobre edição de vídeo e para exibirmos o filme à comunidade de Ferreira Gomes.

Som ok? Ok!


 Seu Xico disse que todas as crianças do projeto andam de perna de pau e que a maioria já faz malabarismo, o que pudemos notar em todos os momentos de intervalo das atividades. Esperamos que agora o audiovisual seja mais uma atividade de constante experimentação pelas redondezas da AESC! Da nossa parte, faremos tudo o que pudermos pra que aconteça!


Seu Xico e Ítalo emocionando a galera.
O FIM agradece ao seu Xico, a dona Nalva e Geison pelo convite, total apoio e todo o cuidado e carinho, ao Odivar Filho por ter somado forças conosco, ao SESC-AP por ter enriquecido nossa programação com as mostras do projeto Cinema Para Todos e principalmente a todos os participantes da oficina, pelo interesse e por se mostrarem tão abertos a viver essa experiência com a gente. Nós adoramos! E em breve estaremos de volta a Ferreira Gomes. 
Super abraço.:D Saiba mais sobre o projeto Norteando Arte, no blog do ponto de cultura: 



http://norteandoarte.blogspot.com.br


Sede da AESC- Norteando Arte, ponto de cultura em Ferreira Gomes, Amapá, Brasil

04/12/2012

O prólogo do FIM

Oficina de edição de vídeo, mostra para deficientes visuais, roda de conversa, número de dança, mostra de filmes, projeção, lojinha, exposição fotográfica, pessoas, entusiastas, curiosos, produtores, alunos: toda essa mistura de personagens e cenário era o que aguardava a quem chegasse no Centro de Convenções Azedevo Picanço.

Oficineiro Rodrigo Santos ensinando noções de edição de vídeo
 O FIM começou da melhor forma possível, pela manhã  com a oficina de Edição de Vídeo onde os alunos aprenderão a dominar programas para editar seus filmes. À tarde foi a vez da Mostra para deficientes visuais, onde o público assistiu a vídeos com audiodescrição e discutiu sobre esta relação da maneira como os deficientes captam através de outros sentidos aquilo que não podem ver.

Deficientes visuais em mostra audiodescrita no Centro de Apoio a Pessoas com Deficiência (CAP).
 Às 19h  mais de 20 crianças e suas famílias guiados por Bruce Arraes, produtor d'A Saga dos Zerinhos, conversaram com o público e dividiram esta experiência de produzir uma série sem qualquer apoio, levado em diante com responsabilidade, crença, determinação, força de vontade e acima de tudo, o sonho de serem protagonistas do audiovisual do município de Santana, mesmo com todos os contras.

Galera da produção montando a tela gigante para o grande dia do FIM.

Um pouco de exibição da série e  logo em seguida, um show dos "Zerinhos" relembrando os maiores sucessos do cinema hollywoodiano como "Titanic", "Vivendo a vida adoidado", "Grease" e por aí vai. A resposta da apresentação veio com os aplausos do público.

Público de olho nas mostras.
 Entra a Mostra FIM 01 composta por produções nacionais como o drama "Andaluz", que relata a vida de um albino, que tem pesadelos todas as noites relacionados ao abandono de sua mãe e à rejeição do pai, que por ser negro acreditava que o filho era de outro, por suas características albinas. E assim, da maneira mais audiovisual possível, o primeiro dia do FIM findou.

Projeção do FIM em frente ao Centro de Convenções.


22/11/2011

Mostras de filmes inscritos no 8º FIM

O FIM desse ano recebeu número recorde de inscrições. Isso fez com que nós criássemos mostras simultâneas para dar conta da demanda por exibição dos realizadores independentes de várias paragens do Brasil, que demonstraram sua confiança no festival enviando seus materiais pra gente. Abaixo, segue mais uma lista dos filmes já catalogados e distribuídos nas respectivas mostras nas quais serão exibidos. É só conferir, são quase 1500 minutos de muito audiovisual alternativo! Coisa boa!

28/Nov
Clube de Cinema Especial  - 2º piso do Teatro das Bacabeiras – 19h
Cajaíba 18'
RDS Iratapuru 27'
O Cônego 124'

29/Nov
Clube de Cinema Especial  - 2º piso do Teatro das Bacabeiras– 19h
O ajuntador de cacos 56'
Cariri  Paraibano 15'
JBM, o famigerado 105'

1/dez
Mostra Muralha da Fortaleza – 20h
Fábula da corrupção 8'15"
O médico e o encosto 5'
O mendigo 18'
Vida de calouro 60'
O veneno está na mesa 49'
Coisas do além e do Recife também 19'09''
Paredes riscadas 15'
Opostos 30'
Enterro de anão 27'47''


2/dez
Mostra Muralha da Fortaleza – 20h
Mostra Muralha – 2oh
Olá brilho 8'15''
Filme Tucuju 25'
A B SER 52'
Barco do Mestre Carpintaria Naval na Foz do Amazonas 25'30''
Memória Inanimada 50'43''
O Olhar de Zezita 20'
Cariri Paraibano e o Cangaço 15'


3/dez
Mostra FIM – Teatro das Bacabeiras – 19h
Memória Fotográfica 25'
Cores & botas 15'50''
Gaveta 8'
Página Perdida 15'
Situação de Risco 5'
À Margem do Xingu – Vozes não Consideradas 90'



4/dez
Mostra FIM – Teatro das Bacabeiras – 19h
Pimenta 13'
Sem Sinal 5'
Entre Margens 25'
Pinball 18'
Os residentes 120'


Imagens Subterrâneas – Porão do Teatro das Bacabeiras – 16h
Aquelas Mulheres 19'56''
Dia do Preto  90'
Gato 23'
Pulsão e Renúncia 19'
Ovos de Dinossauros na Sala de Estar 12’    
1:21 10'49''


Imagens Subterrâneas  - Porão do Teatro das Bacabeiras – 16h
Case Off Line (15 curtas) 90'
Através do Amor 5'
Estranha 12'
Biba- Sistematizar a emoção 15'
Através de uma escultura 10'18''
A Dança do Tempo 22'
Bol-Pe-Bra 8'
Morte e Morte de Johnny Zombie 13’46”