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19/05/2021

Elder de Paula é o convidado do Lives de Quinta desta semana


 
Nesta quinta-feira, 20 o ator Elder de Paula será o entrevistado do Lives de Quinta.

Elder atualmente reside em Brasília, onde cursa artes cênicas e trabalha tanto para o teatro, quanto para o cinema. Já foi premiado duas vezes como melhor ator em festivais de cinema nacionais e vai contar pra gente como é trabalhar pro teatro e pro cinema e as diferenças nesse processo. 





Sobre o convidado:

Elder de Paula, 32 anos, é graduado em Licenciatura Plena em História pela Universidade Vale do Acaraú, UVA (polo AP),concluído em 2010 e atualmente cursando Licenciatura em Artes Cênicas na UnB.

No cinema fez os filmes: “Trajetória”, 2013, direção de Lucas Pennafort, “E o Oscar vai para...”, 2014, direção de Erdman Correia, “Ursortudo”, 2017, direção de Januário Jr, “Mil dias: A saga da construção de Brasília” 2018 History Channel, “Aulas que matei” 2018, direção de Amanda Devulski e “Presos que menstruam” 2018, direção de Alisson Sbrana.

Ganhou o 22 (Vigésimo Segundo) Troféu Câmara Legislativa – MOSTRA BRASÍLIA, de Melhor Ator pelo filme “Ursortudo” no 40 (Quadragésimo) Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, e o prêmio de melhor ator no FAVERA – Festival Audiovisual Vera Cruz, pelo filme “Ursortudo”.

Atualmente mora na Ceilândia Norte – Distrito Federal.


Lives de Quinta

Lives de Quinta é um projeto voltado a entrevistas com diversos profissionais do audiovisual amapaense, realizado pelo Festival Imagem-Movimento (FIM).


Serviço:

Lives de Quinta entrevista Elder de Paula | 20/5/2021 | 20h


Link para acesso: https://youtu.be/Bg-F_jafqV0

13/10/2017

Reunião para a cobertura colaborativa do 14º FIM

Isso mesmo, o FIM está próximo! Nesta sexta-feira 13, às 19h, no Espaço Caos, realizaremos uma reunião aberta sobre a cobertura colaborativa de nossa 14ª edição que acontecerá entre os dias 3 e 9 de dezembro com o mote "Audiovisual: arma e refúgio".

 

Os interessados em participar nas áreas de audiovisual, fotografia, texto ou redes sociais, é só chegar na reunião e conversar com a gente!



O Espaço Caos fica na Rua Leopoldo Machado nº 4004, esquina com Av. Goitacazes, no Beirol. 
Participe, compartilhe, marque aquele amigue que saca dos paranauês!

21/06/2013

Cinema pela Verdade prossegue com sessões no Amapá

O Cinema pela Verdade chegou ao Amapá e iniciou suas sessões na Universidade Federal do Amapá, agora as sessões continuarão na faculdade Estácio Seama, com dois filmes que ainda não passaram na mostra. NO do diretor Pablo Larraín e Marighella de Isa Grinspum.

Filme que será exibido no dia 27 de junho, às 19h.


Com a mesma temática - ditadura civil-militar - os filmes tratam de regimes que ocorreram na América Latina. NO aborda a campanha publicitária para o plebiscito que foi realizado no governo Pinochet para que o povo decidisse através do voto a continuação ou não do militar no poder. Com uma película diferenciada e mostrando o passo a passo do trabalho de um publicitário, o filme é uma ótima base para a discussão do regime do período, mas também para entender o procedimento do trabalho de um publicitário para um cliente político. A professora Raphaela Baldutti, do curso de Publicidade e Propaganda da Estácio Seama é uma das convidadas para o debate deste filme.

No dia 28 de junho é a vez do filme Marighella.


O filme Marighella já traz uma tentativa de resgate da história do tio de Isa, a diretora do filme, que era sobrinha do guerrilheiro Carlos Marighella, um dos mais procurados pela polícia no período da ditadura do Brasil, por liderar um grupo de comunistas que enfrentavam o governo e realizavam manifestações para desfazer o regime. Dotado de uma linguagem poética, mas sem perder o quê político o filme faz com que o espectador sinta a necessidade de conhecer o "tio" Marighella. Professores do curso de direito conduzirão o debate após o filme a cerca dos direitos humanos e de outros eixos temáticos que o filme possui. Como a tortura aos considerados subversivos era inevitável no período, esta será outra pauta durante o debate que terá a professora de psicologia, Adriana Ribeiro.

NO será exibido no dia 27 de junho (quinta-feira) e Marighella será exibido no dia 28 de junho (sexta-feira),  às 19h, no Salão de Atos da faculdade Estácio Seama.

Veja abaixo o trailer dos filmes:

 





Aos participantes será garantido certificado de participação com carga horária.

ENTRADA FRANCA

22/05/2013

Oficina de audiovisual em Ferreira Gomes - 18 e 19/05/13



Malabares na AESC - A galera adora a arte do circo por lá!

No último FIM de semana, estivemos em Ferreira Gomes, a convite da Associação de Eventos Sociais e Culturais (AESC), ministrando nossa tradicional oficina básica de realização audiovisual. Chegamos ao local da oficina e logo na entrada, havia alguns meninos fazendo malabarismo, mais tarde quando fomos almoçar passou uma garota andando de pernas de pau, tranquilamente pela rua do restaurante...  Deu pra sentir o peso de arte que paira pelas redondezas do lugar.  Depois fomos entender que essas crianças fazem parte do “Norteando Arte”, iniciativa da associação que desde 2009 se manteve de forma independente através de Francisco, conhecido como seu Xico (ou Xiquinho), até o ano passado quando veio a se tornar um ponto de cultura, em convenio com o Ministério da Cultura (MINC).

Olhares atentos às novidades.

Pois bem... Atrasa daqui, atrasa dali, concluímos na tarde do primeiro dia a parte teórica acerca do audiovisual e seus processos de produção. Foi lindo de ver uma turma de alunos com idades tão diferentes, de crianças a adultos, super atentos ao que lhes estava sendo passado, com pupilas e almas visivelmente dilatadas e sedentas por desbravarem o desconhecido. Confesso que achava que nosso conteúdo estava um pouco “pesado” para uma oficina cujo publico alvo era de crianças, mas, eu estava maravilhosamente errada! 


Aprendendo a operar a câmera.


Dinânima de preparação de atores.


Como de praxe, produzimos um curta-metragem com a turma durante todo o segundo dia de oficina. Todo mundo passou por todas as etapas da nossa mini produção, que se encontra em fase de edição e vai se chamar “E tínhamos água à vontade”, e fala sobre o medo do que o futuro pode reservar a uma cidade como Ferreira Gomes, muito depois da implantação de uma hidrelétrica que interferiu no curso natural do rio. 

Gravações do curta "E tínhamos água à vontade."


Na produção, a empolgação foi tanta que passamos quase duas horas em um sol “de lascar a mulêra” -como diriam alguns amigos do nordeste- gravando em um campo de futebol as cenas que no filme se passarão no fundo do Rio Araguari seco. A interpretação visceral de seu Xico como protagonista das cenas e do filme e o encanto da turma ao terem a experiência de utilizar os equipamentos de gravação, provavelmente foram os fatores hipnotizantes que nos ajudaram a ignorar o calor e a sede.  Não vou nem dizer que teve oficineiroa que chorou de emoção nessa hora... :p  Mas dá pra sentir o clima de comoção geral olhando as carinhas do set de filmagem:

Carinhas aflitas assisntindo à interpretação show do seu Xico.
Assistimos todos juntos, já à noite, ao que foi gravado, e este foi um momento muito enriquecedor, no qual pudemos ver o olhar da galerinha diante de si mesmos, com todo o cansaço decorrente daquele trabalho tornando mais valioso ainda o resultado de seus próprios esforços. Devido ao pouco tempo, não temos como editar os produtos das oficinas no local, mas faremos isso em Macapá e retornaremos em breve para aprofundarmos um pouco mais sobre edição de vídeo e para exibirmos o filme à comunidade de Ferreira Gomes.

Som ok? Ok!


 Seu Xico disse que todas as crianças do projeto andam de perna de pau e que a maioria já faz malabarismo, o que pudemos notar em todos os momentos de intervalo das atividades. Esperamos que agora o audiovisual seja mais uma atividade de constante experimentação pelas redondezas da AESC! Da nossa parte, faremos tudo o que pudermos pra que aconteça!


Seu Xico e Ítalo emocionando a galera.
O FIM agradece ao seu Xico, a dona Nalva e Geison pelo convite, total apoio e todo o cuidado e carinho, ao Odivar Filho por ter somado forças conosco, ao SESC-AP por ter enriquecido nossa programação com as mostras do projeto Cinema Para Todos e principalmente a todos os participantes da oficina, pelo interesse e por se mostrarem tão abertos a viver essa experiência com a gente. Nós adoramos! E em breve estaremos de volta a Ferreira Gomes. 
Super abraço.:D Saiba mais sobre o projeto Norteando Arte, no blog do ponto de cultura: 



http://norteandoarte.blogspot.com.br


Sede da AESC- Norteando Arte, ponto de cultura em Ferreira Gomes, Amapá, Brasil

21/03/2013

Conheça a videoteca do Canal Futura!

O site se chama Futuratec, e nele você pode compartilhar e ter acesso a arquivos de produtos audiovisuais do canal, bastando que faça um cadastro no site. O  Futuratec explora o potencial de distribuição de conteúdos pela Internet e disponibiliza conteúdos organizados por temas, facilitando a busca de programas a partir dos assuntos que você deseja abordar em suas atividades educativas.

Você pode fazer o download de centenas de programas do Canal Futura gratuitamente, na íntegra. Títulos como Globo Ciência, Globo Ecologia, Ética, Passagem Para, Mojubá, Um Pé de Quê e muitos outros estão disponíveis neste acervo. Você poderá assistir aos programas em uma TV equipada com um aparelho de DVD. Para isso, basta seguir os tutoriais que ensinam direitinho como baixar e gravar os arquivos, utilizando aplicativos gratuitos.

Agora, que tal montar um acervo na sua escola ou grupo de estudo? O site prepara pra você alguns materiais para personalizar a sua videoteca e manter tudo organizado!


Página inicial do site














Acesse www.futuratec.org.br e aproveite!

Fonte:http://www.futuratec.org.br/


04/12/2012

O prólogo do FIM

Oficina de edição de vídeo, mostra para deficientes visuais, roda de conversa, número de dança, mostra de filmes, projeção, lojinha, exposição fotográfica, pessoas, entusiastas, curiosos, produtores, alunos: toda essa mistura de personagens e cenário era o que aguardava a quem chegasse no Centro de Convenções Azedevo Picanço.

Oficineiro Rodrigo Santos ensinando noções de edição de vídeo
 O FIM começou da melhor forma possível, pela manhã  com a oficina de Edição de Vídeo onde os alunos aprenderão a dominar programas para editar seus filmes. À tarde foi a vez da Mostra para deficientes visuais, onde o público assistiu a vídeos com audiodescrição e discutiu sobre esta relação da maneira como os deficientes captam através de outros sentidos aquilo que não podem ver.

Deficientes visuais em mostra audiodescrita no Centro de Apoio a Pessoas com Deficiência (CAP).
 Às 19h  mais de 20 crianças e suas famílias guiados por Bruce Arraes, produtor d'A Saga dos Zerinhos, conversaram com o público e dividiram esta experiência de produzir uma série sem qualquer apoio, levado em diante com responsabilidade, crença, determinação, força de vontade e acima de tudo, o sonho de serem protagonistas do audiovisual do município de Santana, mesmo com todos os contras.

Galera da produção montando a tela gigante para o grande dia do FIM.

Um pouco de exibição da série e  logo em seguida, um show dos "Zerinhos" relembrando os maiores sucessos do cinema hollywoodiano como "Titanic", "Vivendo a vida adoidado", "Grease" e por aí vai. A resposta da apresentação veio com os aplausos do público.

Público de olho nas mostras.
 Entra a Mostra FIM 01 composta por produções nacionais como o drama "Andaluz", que relata a vida de um albino, que tem pesadelos todas as noites relacionados ao abandono de sua mãe e à rejeição do pai, que por ser negro acreditava que o filho era de outro, por suas características albinas. E assim, da maneira mais audiovisual possível, o primeiro dia do FIM findou.

Projeção do FIM em frente ao Centro de Convenções.


23/03/2012

Carta de repúdio do segmento audiovisual do Amapá ao ex-presidente do Conselho de Cultura do Estado

Carta do segmento audiovisual amapaense
em repúdio ao senhor João Porfírio Freitas Cardoso

O audiovisual amapaense vive um momento de considerável expansão e aprimoramento de seu tripé formação, produção e distribuição. O nível de organização e de participação dos agentes culturais do segmento e sua consequente presença mais efetiva nos espaços de debate da cultura amapaense também tem se ampliado. Esses avanços se refletem em uma interação mais ampla com os demais segmentos culturais e o estabelecimento de canais de diálogo com o poder público.

Contrariando esse momento de amadurecimento que o segmento vem construindo em nosso estado, o ex-presidente do Conselho de Cultura do Estado do Amapá (CONSEC-AP) João Porfírio Freitas Cardoso fez a seguinte declaração, em reunião do segmento Afrodescendente e Culturas Populares realizada no dia 27/02/0212 nas dependências do referido órgão:

“O audiovisual reivindica cadeira [no conselho de cultura do Estado do Amapá]? Reivindica. Mas não tem legitimidade de reivindicar, por que não fez por onde, não foi atrás de produção. Criaram um bocado de cineclube aí, pegaram um monte de filme de fora e saíram passando por aí...mas não tem produção” (Transcrição feita a partir do áudio gravado da referida reunião e disponibilizado pelo CONSEC-AP)

A declaração é curta, mas traz consigo erros graves e demonstram um drástico desconhecimento de causa por parte de seu autor a respeito das características do audiovisual. Apesar de não ser perceptível na declaração transcrita, ela foi feita em uma sala chamada “Plenária Antônio Munhoz”. O professor Antônio Munhoz foi um dos fundadores do primeiro cineclube do qual se tem notícias no estado do Amapá, o cineclube Humberto Mauro, na década de 1970, mostrando que há muito as práticas audiovisuais estão presentes na história do estado que, a época, ainda era Território Federal.

Além desse deslize histórico, a fala é rasa por ignorar vários outros avanços, esses bem mais atuais, que vem fazendo parte da rotina do audiovisual no estado. Abaixo traçamos um breve panorama desses progressos:

Desde 2004, o Amapá vem se inserindo de maneira contundente nas esferas de reflexão, debate e produção do audiovisual nacional. Um marco nesse processo foi a fundação da Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas trazendo ao estado a única entidade do audiovisual brasileiro presente em todas as unidades federação,  possibilitando assim, que o edital federal do DocTV pudesse ser acessível ao realizador independente do Amapá. A entidade é ainda filiada ao Congresso Brasileiro de Cinema e ao Conselho Nacional de Cineclubes.

Os agentes do audiovisual amapaense realizam também, desde 2004 o FIM – Festival Imagem-Movimento, esse evento que, junto com o Festival Internacional de Cinema de Manaus, são os dois festivais mais antigos da região norte, garantindo ao estado do Amapá a presença no Guia Brasileiro de Festivais de Cinema e Vídeo. Este mesmo evento recebeu, em 2010, certificação com o selo Cultura Viva, concedido pelo Ministério da Cultura, como uma das 120 melhores iniciativas de comunicação e cultura de todo o país.

O ano de 2011 representa um momento histórico para o segmento no estado. Em seu transcorrer, os cineclubes se expandiram, ao mesmo tempo em que os realizadores independentes diversificaram quantitativa e qualitativamente sua produção. Em uma análise rápida podemos mapear pelo menos 11 cineclubes em atividade e mais de 20 filmes realizados em 2011. Outro passo importante, dado ano passado, foi a realização do 1º Seminário Amapaense de Audiovisual, evento estruturante do segmento que reuniu sociedade civil organizada, indígenas, organizações formais e informais da área, poderes públicos, Ministério da Cultura (SAV – Secretaria do Audiovisual), cineclubes, TVs escolas, representantes de locadoras de filmes e TVs abertas. O evento construiu um amplo lastro para que o segmento pudesse qualificar seus agentes, pontuando metas para a profissionalização e expansão do audiovisual no estado pautada em três esferas de atuação: formação, produção e distribuição. Nesse sentido, tentar desqualificar a prática cineclubista fez o ex-presidente do Conselho de Cultura do estado incorrer em dois erros graves:

1) Desmerecer a prática cineclubista é ignorar sua função transformadora da sociedade que busca a construção de uma autonomia dos sujeitos sociais e a implementação da cidadania cultural e da democratização da comunicação, notadamente em um estado como o Amapá, que conta com 16 municípios, sendo que apenas dois deles possuem salas de cinema.

2) Limita o conceito de audiovisual a apenas uma de suas linhas de atuação que é a exibição (distribuição/veiculação), negligenciando a formação e a produção, áreas em franca expansão no estado;

A produção amapaense vem circulando inclusive em canais educativos de referência na radiodifusão profissional brasileira como a TV Cultura, o Sistema S e TV Brasil, os filmes veiculados nesses canais foram realizados com recursos federais conquistados via editais Doc TV e Etnodoc resultando em 3 filmes realizados pelo primeiro e dois pelo segundo.

Apesar da sabida velocidade/estabilidade da conexão de internet no Amapá, os agentes do audiovisual local chegam a possuir contas em sites de hospedagem com mais de 50 vídeos postados,  ultrapassando a cifra de 10.000 acessos computados.

Dando um passo a mais na direção de socializar informações que possam qualificar a próxima fala sobre audiovisual do ex-presidente do Conselho de Cultura, disponibilizamos, ao fim deste documento, uma lista dos trabalhos independentes realizados no Amapá no ano de 2011, acompanhados da indicação de seus respectivos diretores e dos cineclubes em atividade. A média de produção do segmento é de mais de quase dois filmes por mês, se tomarmos como base o ano passado.

É inegável o nível de organização dos agentes do segmento que vem construindo parcerias duradouras e formais com instituições de grande relevância no estado como o SESC-AP, que atua pioneiramente na cena audiovisual estruturando ações de formação, produção e difusão de audiovisuais, bem como com a Universidade Federal do Amapá, através do projeto de extensão Univercinema, que aglutina ações como o Pró-Estudante Cinegrafia, A escola vai ao cinema e projetos de produção de vídeos que se desenvolvem fora da capital em parceria com o CPPTA – Curso de Pedagogia de Projetos em Temas Ambientais.

Nossas salas cineclubistas estão abertas ao público gratuitamente em vários pontos da capital além de um ponto cineclubista em Porto Grande e outro em Serra do Navio. Realizamos ações com resultados concretos (filmes) em mais da metade dos municípios que formam nosso estado através de oficinas de realização audiovisual gratuitas, ofertadas em centros comunitários e escolas. Temos uma agente do segmento selecionada, há um ano e meio, para o curso de Altos Estudos Cinematográficos na Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba, uma das instituições mais respeitadas no ensino do Cinema na América Latina.

É possível dizer que um segmento com esse panorama não tem legitimidade?

Gostaríamos de concluir este documento, afirmando o respeito do audiovisual para com os demais segmentos culturais, tenham eles ou não cadeira efetiva ou suplente no Conselho de Cultura. Temos consciência que uma palavra chave para entender a cultura é “diversidade”. Não se hierarquiza cultura, não se hierarquiza segmentos culturais e o audiovisual, por sua própria constituição, compreende e defende isso: nossos filmes precisam dos músicos e cantores daqui, precisamos da cenografia das artes visuais, precisamos dos inspirados textos dos escritores amapaenses, precisamos dos atores do nosso teatro. E, por fim, colocamos nossas ferramentas a disposição de todos os segmentos que se interessem por documentar um pouco de sua história no estado, para que incorreções como essas, que motivaram esse texto, deixem de ser proferidas sobre qualquer um dos segmentos que constroem diariamente a nossas referências culturais. Saudações audiovisuais a todos!

Macapá, 22 de março de 2012

Assinam esta carta:

Entidades Nacionais:
- CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros
- CBC – Congresso Brasileiro de Cinema

Entidades do audiovisual Amapaense:
- Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas do Amapá
- Liga Amapaense de Cineclubes

Festivais:
- Festival Imagem-Movimento – FIM, AP
- Festival Santa Maria Vídeo e Cinema - SMVC, RS
- Mostra do Filme Livre - RJ/SP/DF
- Festival Ratoeira/RJ

Coletivos:
- Coletivo Palafita
- Fotógrafos Anônimos

Cineclubes amapaenses:
- Univercinema - UNIFAP
- Cine Paraíso
- Cine Periferia
- Cine Poraque
- Cine Zoom na Norte
- Pium Filmes
- Clube de Cinema
- Cinemando na Amazônia

Cineclubes de outros estados:
- Cineclube Nangetu - Belém/PA
- Cineclube da Irmandade - Ananindeua/PA
- Cineclube SMVC - RS
- Cineclube Lanterninha - Aurélio - RS
- Cineclube Beco do Rato - RJ

Redes:
- Rede de Cineclubes de Terreiros da Zona Metropolitana de Belém -PA
- Projeto Azuelar/Ponto de Mídia Livre - Belém/PA

Agentes Individuais:
- Arthur Leandro/ Diretor Regional Norte do CNC e Coordenador do GT de Comunidades Tradicionais da Federação Paraense de Cineclubes;
- André Sandino/Coordenador do Cineclube Beco do Rato /Diretor de acervo da Associação de Cineclubes do Rio de Janeiro -Ascine-RJ;
- Alexandre Brito/ realizador independente do Amapá/ FIM;
- Augusto (Tuto) Pessoa-Lobo/ Conselheiro de Cultura [Audiovisual] do Estado do Amapá;
- Ana Vidigal - ABDeC/AP;
- Otto Ramos / Vice Presidente do Consec, Membro do Colegiado Setorial de Musica do CNPC/Minc, Circuito Fora do Eixo, Partido da Cultura;
- Carla Antunes/ Clube de Cinema/ FIM
- Lucila  Malcher/ Professora, Pedagoga, Especialista em Tecnologia Educacional e Gestão do Trabalho Pedagógico;
- Socorro da Silva/ TV Escola Amapá;

Audiovisuais produzidos em 2011:
01 - Açucena;
Diretor: André Araújo
02 - Vale à pena?
Diretor: Lucas Penafort
03 - Última Sessão;
Diretor: Jamile Gurjão
04 - Entre Margens;
Diretores: Odivar Filho e Liliane Oliveira
05 - Memória fotográfica;
Diretora: Mary Paes
06 - Cantando na chuva;
Direção: Emília Garçon
07 - RDS Iratapuru;
Direção: Gavin Andrews
08 - Amapá: vestígios de uma guerra perdida;
Direção: Wilza Souza
09 – Vloger Fora de rota;
Diretores: Helder Ramon e Paulo Rafael
10 - Sem sinal;
Diretor: Alexandre Magnus
11 – Situação de risco
Diretor: Alexandre Magnus
12 - Doido;
Diretor: Aluízio Guimarães
13 - Canto da sereia;
Diretor: Graciliano Galdino
14 - Programa de tv Interferência
Diretor: Darlan Costa
15 - Só termina quando bacaba
Direção: Coletiva
16 – Palafita Web TV
Direção: Coletiva
17 – Deu a louca no boto cor de rosa
Direção: Aog Rocha
18 – A rosa
Direção: Dominique Allan
19 - Documentário Festival Quebramar -IV Edição
Direção: Palafita Comunicação
20 - As escravas da Mãe de Deus
Direção: Decleoma Pereira
21 - Mistério Serrano
Serra do Navio
Direção: Coletiva

08/11/2011

O FIM está próximo, prepare-se...


FIM: Apelido do Festival Imagem-Movimento. Poderíamos também dizer que é a sigla do festival, mas o termo apelido é menos formal e dá a tônica do que tem sido esses oito anos durante os quais o FIM acontece em Macapá. O evento é um festival de filmes e vídeos independentes que, desde 2004, oxigena a cena audiovisual do extremo Norte do País. O FIM, junto com o Festival Internacional de Manaus, são os eventos mais antigos do segmento na região. 

Mostra aberta em Mazagão Velho promovida pelo FIM em 2010

 Esse ano o festival chega a sua oitava edição com fôlego renovado, equipe ampliada e disposto a reconhecer que sua identidade é mutante, dinâmica e que os desafios amazônicos são tão grandes quanto o interesse dos realizadores independentes locais em mostrar a viabilidade de um cinema temperado com o rio e a floresta. Assumindo a missão de pensar, estudar, fazer e distribuir o cinema independente na região Norte a edição desse ano conta com a participação de trabalhos enviados de 11 estados brasileiros. São mais de 45 filmes que representam o que está sendo produzido no Brasil de maneira independente e, às vezes, até marginal.

Além de circular essa produção dos outros estados, o FIM responde também enquanto agente de fomento a produção amapaense de audiovisual. O festival promoveu, por exemplo, em sua edição de n. 07, oficinas em 05 municípios do Estado, todas tendo como desdobramentos a produção coletiva de um curta-metragem.

A programação desse ano traz consigo o fortalecimento da idéia de artes integradas na concepção dos espaços e dos debates elaborados para a edição n. 08. O start desse ano será dado com oficinas de realização audiovisual em quatro escolas da rede pública de ensino macapaense. Em cada escola será formada uma turma com, no máximo, 20 alunos que irão receber orientações dos instrutores do festival para realização de seus filmes. Além da oficina, cada escola receberá orientações para montar um cineclube em parceria com suas respectivas Tvs escolas.

      Reunião para definir o tema do vídeo  que será produzido
      pelos alunos da Escola Mário Quirino

 Os atores também terão um espaço de qualificação e reciclagem na programação desse ano. O cineasta paraibano Aluízio Guimarães realizará a oficina intitulada “O ator no cinema” buscando ampliar o diálogo entre os atores de teatro e os realizadores de audiovisual, já que uma das lacunas da cena local é a carência de espaços para formação de atores direcionados para a telona.

As características e desafios da produção de cinema e vídeo na Amazônia serão também debatidos através do encontro, no Amapá, de realizadores atuantes na região para falar sobre as várias nuances e  obstáculos colocados ao audiovisual amazônico. 

A exibição dos trabalhos inscritos no festival ao longo de todo o ano de 2011 será dividida em quatro mostras, uma externa que, a exemplo das edições de 2006 e 2010, contará com uma tela gigante (02.12), duas mostras no palco principal do Teatro das Bacabeiras (03 e 04.12) e a mostra subterrânea, que será realizada em conjunto com a exposição dos trabalhos de designers locais, no porão do mesmo teatro.

Para encerrar essa grande imersão em sons e imagens representada pelo festival, várias bandas locais da cena underground colocarão para fora das caixas amplificadas seu rock and roll anunciando que o FIM, é só o começo. Como dizia a frase de efeito escrita no cartaz da primeira edição deste festival que, desde então, nunca mais terminou.