22/11/2016

13º FIM – Olhos que não calam.



Sim, chegamos a nossa 13ª edição. Não imaginávamos que a fagulha inicial que provocou nossa primeira edição pudesse nos projetar tão longe nesse espaço-tempo. Continuamos nos impondo desafios e agregando ideias com as quais esbarramos nesse caminho oscilante que o número 13 tenta dar conta. Nosso percurso é marcado por inúmeras bifurcações, somos afluentes de um rio caudaloso, é isso que nos torna reincidentes na realização desse evento.

Nossos olhos continuam falando, nossa boca continua enxergando, nossos ouvidos continuam   sonorizando, tudo isso para construir e digerir narrativas sobre o mundo, as pessoas, as relações. Fazer audiovisual no lugar em que fazemos e da forma como fazemos é nosso modo de construir a dissonância, de não silenciar vozes, de não deixar ombros curvarem-se diante do assalto às mais elementares necessidades do ser.

Os olhos que não calam estão espalhados por diversas fissuras sociais, em diversas frentes se fazem notar, são retinas estridentes que buscam fazer nossa racionalidade aflorar e entender que a maior prova que podemos dar sobre nossa inteligência é cessar com uma série de ações que nos fazem parecer um vírus letal nesse organismo que é o planeta.

As narrativas que nos chegam de diversos lugares do Brasil, ao tocarem a tela de projeção, fecharão um ciclo que mobiliza milhares de realizadores audiovisuais do país todo. Eles imprimem, em cada segundo de audiovisual que produzem, suas utopias, seus quereres, suas dúvidas. São reflexões sobre o mundo e seus desmandos, sobre autoridades infladas e sobre opressões travestidas de normalidades. Nosso empenho é fazer desse 13º FIM uma caixa de ressonância que traga a Macapá parte da visceralidade que a produção independente do audiovisual brasileiro possui. 

Por: Carla Antunes, artista visual e Alexandre Brito, jornalista.
 
* Frame do longa-metragem O Jabuti e a Anta






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