Ao longo de suas edições, o Festival Imagem-Movimento define um mote, uma frase que norteia o festival e define a identidade de cada edição. Uma forma de comunicar a mensagem social, cultural e política que permeia toda a organização do evento.
19/11/2024
03/08/2024
Estão abertas as inscrições para o 19º Festival Imagem-Movimento - FIM!
🔈Atenção seres audiovisuais! 🔈
Estão abertas as inscrições para o 19º Festival Imagem-Movimento - FIM! Estamos recebendo curtas-metragens até 15 minutos, lançados a partir de janeiro de 2022, de gêneros diversos (obras ficcionais, documentais, híbridas, experimentais, animações e videoclipes), nacionais e internacionais. As inscrições são gratuitas e seguem até 30 de setembro. O 19º Festival Imagem-Movimento será realizado de 5 a 8 de dezembro, em Macapá/AP, e toda a programação é gratuita. Em 2024, o FIM completa 20 anos de atividades! Junte-se a nós nesta celebração ao audiovisual amazônico e brasileiro.
Consulte o regulamento e inscreva-se em www.festivalfim.com
Identidade visual: @yaa.jf
#festivalfim #audiovisual #CinemaBrasileiro #Amapá #FIM20anos
26/06/2021
Saiba quem são os jurados da Mostra Fôlego! do XVII FIM
Todos os anos, o Festival Imagem-Movimento (FIM) realiza a Mostra Fôlego!, voltada exclusivamente para as produções audiovisuais do Amapá. A Mostra Fôlego! é competitiva e conta com a votação do público e também de jurados que fazem parte do mundo do cinema.
Nesta XVII edição, o FIM convidou dois jurados para votarem e avaliarem os filmes amapaenses: a documentarista e poeta Jade Rainho (PA) e o diretor Sérgio de Carvalho (AC), diretor do Festival Pachamama, festival de cinema do Acre.
Critérios de seleção
Para escolher o melhor filme amapaense, os jurados seguirão alguns critérios: relevância da produção para a cena audiovisual amapaense; aspectos técnicos da produção (direção, fotografia, roteiro, atuação, direção de arte, direção de som) e produção de baixo orçamento e/ou coletiva e/ou proveniente de projetos sociais colaborativos. Mas também utilizarão critérios próprios para definir suas escolhas, de maneira que a seleção seja equilibrada.
Desta forma, o processo de seleção segue a mesma linha que permeia o sentido geral do festival.
A soma dos votos dos jurados junta-se à soma dos votos do júri popular e, assim, é selecionado o filme vencedor do Prêmio Gengibirra de Audiovisual+R$ 2.500 em incentivo financeiro.
Nesta edição o filme destaque da Mostra Fôlego! será anunciado na Festa Auvaitssê, que será transmitida ao vivo pelo canal do festival, no YouTube, no domingo, 27.
A premiação acontece a partir das 21h30.
Quem é Jade Rainho
Jade Rainho é cineasta, documentarista, poeta, pesquisadora cultural, educadora e ativista pelos direitos humanos e ambientais. Graduada em Comunicação Social pela UFRGS (2004-2010), estudou Ciências Sociais e Poéticas Visuais na USP, em 2012. Iniciou sua carreira no mercado publicitário como planejamento estratégico e pesquisadora cultural e comportamental, participando de estudos para instituições e marcas como Akatu – Pelo Consumo Consciente, ISA – Instituto Socioambiental, Rede Globo, Nike, Lacoste, Coca-Cola e Kraft Foods.
Em 2011, foi cofundadora do Estúdio Lâmina em São Paulo – apontado como referência em movimento cultural e arte contemporânea brasileira por jornais brasileiros e revistas internacionais. Em 2013, com o “Raiz das Imagens: Cinema-Ação Etapa Xavante”, deu aulas de documentário para jovens indígenas Xavantes e viveu por dois meses na aldeia Guadalupe, Reserva de São Marcos (MT).
Em 2014, lançou “Flor Brilhante e as Cicatrizes da Pedra”, seu primeiro documentário de curta-metragem, uma produção ativista, independente e colaborativa, que apresenta a história de uma família de rezadores guarani-kaiowá da aldeia Jaguapiru, Reserva de Dourados (MS), que há 40 anos vive violações de direitos ambientais e humanos devido à mineração em terra indígena. O filme estreou na sala de cinema do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, como parte da Virada Cultural 2014. Desde então, foi exibido em mais de 60 festivais e mostras em 21 países, traduzido para seis línguas e premiado no Brasil, Bolívia, Peru e México. Entre 2014 e 2015, participou do projeto educativo “Sons Diamantinos”, documentando sua atuação em nove vilarejos da Chapada Diamantina (BA), resultando no documentário de curta-metragem “Sons Diamantinos – Agricultura Celestial” e no livro de fotografia “Imagens Diamantinas”. Em 2017, publicou o livro de poesia “Canção da Liberdade”. Desde 2018, está produzindo seu primeiro longa-metragem, “Toda Vida é uma Obra de Arte”, que se encontra em fase de montagem.
Quem é Sérgio de Carvalho
Sérgio de Carvalho é diretor, produtor e escritor.
É formado em Cinema pela Universidade Estácio de Sá. Na direção assina os projetos: séries de TV “Nokun Txai - Nossos Txais” (2016/2017) e “O Olhar Que Vem de Dentro” (2017); Nesse ano também dirigiu o longa documentário “Empate”, que ficou em 2º lugar na escolha do público na 8ª Mostra Ecofalante de Filme Ambiental e o curta de animação “Awara Nane Putane - Uma História do Cipó” (2010). Há oito edições dirige o Festival Internacional Pachamama – Cinema de Fronteira, além de dirigir o programa “Almanaque Aquiry” da TV Aldeia/Acre (2008).
Como produtor realizou os projetos “Bimi”, “Shu Ikaya” (média-metragem de 2017); “Ticket to Paradise – Al Jazeera” (2013); os documentários para TVs “Epopeia Euclydeacreana” (2008) e “Mergulho” (2009/10). Foi coordenador da região Norte do Projeto Inventar com a Diferença - Cinema e Direitos Humanos (2014), UFF e Secretaria Nacional dos Direitos Humanos.
É autor dos livros “Outros Morangos” (Contos/2015) e “Noites Alienígenas”, vencedor do concurso Garibaldi Brasil de Literatura (Romance/2010).
Atualmente está em fase de produção do longa-metragem “Noites Alienígenas”, selecionado no Edital Longa BO, do Minc/SAv.
O mais antigo do Norte
O FIM acontece anualmente em terras amapaenses, desde 2004, consolidando-se, ao chegar à sua XVII edição, como o festival de audiovisual mais antigo da região Norte do país. Este ano, o evento conta com recursos provenientes da Lei Aldir Blanc, de emergência cultural, captados através de editais da Secretaria de Estado da Cultura do Amapá (Secult-AP). Além de sua tradicional equipe de realizadores independentes, esta edição é assinada também pela Oca Produções.
XVII FIM: Roda de conversa “Cinema e Questões Indígenas” abre a programação deste sábado
Buscando causar uma reflexão sobre o assunto: Cinema e questões indígenas, foram convidados cineastas que abordam em seus filmes o universo indígena, variando entre a realidade e a ficção, apresentando temáticas políticas e sociais. São eles: Luiz Bolognesi, um cineasta que possui uma extensa bagagem de conhecimento cinematográfico, juntamente com uma longa estrada no cinema brasileiro, com filmes de ficção conhecidos, como o “Bicho de 7 cabeças”. Nos últimos anos, Luiz, vem evidenciando consigo temas políticos e questões indígenas. Como em seu filme “Ex-Pajé”, publicado em 2018 e mais recentemente, “A Última Floresta”. E Davi Galibi Marworno, que é um jovem cineasta amapaense, indígena da etnia Galibi Marworno do Oiapoque, que vem se destacando com suas produções. Possuindo um olhar político social, mostrando a vivência, a luta, a identidade do seu povo, buscando fazer uma conexão entre seu universo indígena e o Brasil.
A roda de conversa tem como foco abordar este universo de produções indígenas, que retratam as questões destas comunidades, além de toda a luta que eles têm enfrentado no cenário político nacional, a exemplo da PL 490, que altera a legislação da demarcação de terras indígenas, representando um atraso e uma das piores perdas da luta e resistência indígena, nos últimos anos. Em paralelo a isso, produções de um cineasta não indígena, que abordam também esta temática. Sendo assim, a intenção maior é promover esse diálogo de cineastas que vêm de vivências distintas, mas que produzem audiovisual a partir de uma mesma temática.
Mais sobre o cineasta Davi Galibi Maworno
Indígena do povo Galibi-Marworno, Davi trabalha na área de audiovisual como produtor, tanto na área da filmagem quanto de edição de vídeo. Já trabalhou na formação de agentes audiovisuais e atualmente está mais inserido em documentários e videoclipes sobre as questões indígenas.
Mais sobre o cineasta Luiz Bolognesi
Atua há mais de vinte anos no cinema brasileiro como roteirista, produtor e diretor de cinema. Como diretor, seu mais recente trabalho, “A Última Floresta” teve sua estreia mundial no Festival de Berlim em 2021. O xamã Davi Kopenawa Yanomami assina o roteiro em parceria com Bolognesi. Dirigiu a série documental “Guerras do Brasil” (Buriti Filmes e EBC/TV Brasil); Ex-Pajé (2018), que recebeu menção honrosa de melhor documentário do Festival de Berlim 2018, assim como foi premiado como Melhor Fotografia no Festival Présence Autochtone (Canadá, 2018) e Hugo de Prata no Festival Internacional de Chicago (2018). No Brasil, foi premiado pela crítica como melhor filme no festival de documentário É Tudo Verdade 2018.
Como roteirista, escreveu os roteiros dos filmes Bicho de Sete Cabeças (2001), O Mundo em Duas Voltas (2006), Chega de Saudade (2007), As Melhores Coisas do Mundo (2010) e Amazônia, Planeta Verde (2014), que receberam prêmios de melhor roteiro da Academia Brasileira de Cinema, APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) e nos festivais de Brasília e Recife.
De 1996 a 2015, ao lado da também cineasta Laís Bodanzky, Bolognesi coordenou os projetos de cinema itinerante e oficinas audiovisuais Cine Mambembe e Cine Tela Brasil, promovendo o encontro entre cinema e educação nas comunidades de baixa renda. O projeto já levou mais de 1.3 milhões de pessoas ao cinema em 759 bairros de todo o Brasil e produziu mais de 450 curtas de jovens moradores de periferias.
Link da roda de conversa:
https://www.youtube.com/user/imagemovimento
SERVIÇO - XVII Festival Imagem-Movimento
Coordenação de Comunicação
Roda de Conversa - Questões Indígenas
Data: 26/06
Hora: 18h30
Convidados: Luiz Bolognesi (SP) e Davi Galibi Maworno (AP)
25/06/2021
Resenha Cinéfila: Mostra Fôlego - Sessão 3
Por Roberto Dias
Olá, lindezas!
Hoje, em nossa amada mostra de filmes locais, tem tanta coisa boa que é difícil saber em quem votar como melhor filme. Aliás, acho que todos esses trabalhos que estão concorrendo estão no topo dos melhores trabalhos audiovisuais de nosso estado, não é à toa que estão aqui nessa mostra. Pra tentar dar uma mãozinha na escolha, eu vou dar prosseguimento às resenhas que vocês têm visto por aqui. Bora que é muita coisa boa.
“Butterfly”, dirigido por Saturação, nos conclama a refletir sobre a nossa condição interna. É um questionamento sobre o eu, sobre como nos sentimos e como esses sentimentos mudam o tempo todo.
Em “Montanha dourada”, dirigido por Cassandra Oliveira, as portas de uma pequena panificadora abrem com o véu noturno ainda cobrindo a madrugada. Temos a tranquilidade sendo quebrada pelas conversas dos primeiros transeuntes, pelo galo que canta ao longe. É a história de um lugar, o Garimpo do Lourenço, no Amapá, onde se gastam vida e sonhos em busca da riqueza impressa no ouro que se esconde naquela região, onde olhares e sotaques se misturam em busca do cobiçado minério. São relatos verdadeiros, intrigantes, emocionantes e até mesmo reflexivos. Impossível não se envolver emocionalmente com esse filme.
“Plano do século”, de Saturação, traz um rap sobre as condições de trabalho e de vida das pessoas que vivem em regiões periféricas. Os preconceitos, a dureza, e todos esses problemas que a pobreza e o desinteresse estatal causam a toda uma população. As letras batem forte numa tecla que muitos podem até dizer que é repetida, mas é necessária, muito necessária.
“Minas armadas” traz um olhar mais que necessário sobre as dificuldades que uma mulher passa no dia-a-dia só por ser mulher. A direção performática de Brenda Zeni, com sua música instigante e cheia de criatividade, tanto nos arranjos, quanto nos vocais provocativos, também traz relatos de mulheres que sofreram as feridas de um mundo patriarcal, inclusive mulheres trans, o que nos faz refletir sobre como podemos mudar isso, o que é algo sempre muito importante.
“Renúncia” é um clipe cheio de lirismo, tanto visual quanto verbal. Dirigido por Beatriz Belo, esse vídeo é parte do terceiro EP da banda “Desiderare”, trazendo, como sempre, as apaixonantes canções da banda que conta com a vocalista Lara Utzig. São imagens e recortes tão cheios de poética quanto a música que o vídeo ilustra.
“Utopia” é um filme que nos insere no olhar de sua diretora, Rayane Penha, onde enxergamos, emocionados, o ponto de vista de homens que trabalham no garimpo, assim como o próprio pai da diretora, falecido no garimpo, mas que está presente na narrativa através dos relatos de companheiros de trabalho, de sua esposa e de sua filha, que nos arranca lágrimas devido à sensibilidade em que nos insere em um mundo onde seres humanos são enterrados no barro e na lama em busca de uma vida utópica, deixando para trás os amores e, muitas vezes, a própria vida.
O clipe “Deusa” traz as imagens de um homem apaixonado, que busca essa conexão poética com sua “Deusa”. Uma bela canção na linda voz de João Amorim embala o clipe, e é impossível não sentir aquela vontade de amar.
E esses são os nossos concorrentes de hoje. Acesse lá na nossa página no YouTube e vote naquele filme que você achar melhor. Um grande beijo e até as resenhas de amanhã, minhas lindezas!
Link da sessão 3 da Mostra Fôlego!:
Conheça as convidadas da roda de conversa: Cinema Documental e Questões Identitárias
Nesta sexta-feira 25, acontece uma roda
de conversa abordando o tema “Cinema Documental e Questões Identitárias”, que
tem como objetivo contar a trajetória de criação e cinema das duas convidadas
para a roda de conversa. Rayane Penha (AP), que retrata fortemente em seus
filmes a identidade negra e questões periféricas. E a Jade Rainho (MT), que
busca mostrar em seus recortes cinematográficos assuntos feministas, produzindo
no universo indígena e evidenciando as mulheres do local. Ambas as cineastas, trazem
conteúdos políticos e sociais, inseridos sempre na linguagem identitária.
A roda de conversa com as duas
realizadoras tem início às 18h30 e será transmitida pelo canal do festival no
YouTube.
Quem
é Rayane Penha
Quem
é Jade Rainho
Jade Rainho é cineasta, documentarista,
poeta, pesquisadora cultural, educadora e ativista pelos direitos humanos e
ambientais. Graduada em Comunicação Social pela UFRGS (2004-2010), estudou
Ciências Sociais e Poéticas Visuais na USP, em 2012. Iniciou sua carreira no
mercado publicitário como planejamento estratégico e pesquisadora cultural e
comportamental, participando de estudos para instituições e marcas como Akatu –
Pelo Consumo Consciente, ISA – Instituto Socioambiental, Rede Globo, Nike,
Lacoste Coca-Cola e Kraft Foods. Em 2011, foi cofundadora do Estúdio Lâmina em
São Paulo – apontado como referência em movimento cultural e arte contemporânea
brasileira por jornais brasileiros e revistas internacionais. Em 2013, com o
“Raiz das Imagens: Cinema-Ação Etapa Xavante”, deu aulas de documentário para
jovens indígenas Xavantes e viveu por dois meses na aldeia Guadalupe, Reserva
de São Marcos (MT). Em 2014, lançou “Flor Brilhante e as Cicatrizes da Pedra”,
seu primeiro documentário de curta-metragem, uma produção ativista,
independente e colaborativa, que apresenta a história de uma família de
rezadores guarani-kaiowá da aldeia Jaguapiru, Reserva de Dourados (MS), que há
40 anos vive violações de direitos ambientais e humanos devido à mineração em
terra indígena. O filme estreou na sala de cinema do Museu da Língua
Portuguesa, em São Paulo, como parte da Virada Cultural 2014. Desde então, foi
exibido em mais de 60 festivais e mostras em 21 países, traduzido para seis
línguas e premiado no Brasil, Bolívia, Peru e México. Entre 2014 e 2015,
participou do projeto educativo “Sons Diamantinos”, documentando sua atuação em
nove vilarejos da Chapada Diamantina (BA), resultando no documentário de
curta-metragem “Sons Diamantinos – Agricultura Celestial” e no livro de
fotografia “Imagens Diamantinas”. Em 2017, publicou o livro de poesia “Canção
da Liberdade”. Desde 2018, está produzindo seu primeiro longa-metragem, “Toda
Vida é uma Obra de Arte”, que se encontra em fase de montagem.
SERVIÇO Festival Imagem-Movimento
Roda de Conversa - Cinema Documental e Questões
Identitárias
Período: 25 de junho
Hora: 18h30
Link da Roda de Conversa: https://www.youtube.com/watch?v=FCE5HH8_qas&ab_channel=festivalfim
Plataformas: YouTube,
Redes
Sociais e Blog
Festival FIM
Texto p/ imprensa: Ana Paula Vilhena
24/06/2021
Resenha cinéfila: Mostra Fôlego! Sessão 2
Por Roberto Dias
Olá, lindezas!
Hoje, temos a segunda sessão da nossa mostra fôlego, e pra ajudar vocês, estou trazendo uma breve resenha dos filmes de hoje.
Em “Ausência”, uma jovem se vê perdida entre silêncios internos e poemas, talvez em busca de uma conexão com a vida, ou com outras pessoas. Filosofia, cinema, música, todas as artes se entrelaçam nessa pequena aventura do íntimo da alma, nesse filme dirigido por Ígor Cardoso.
“188”, de Jami Gurjão, traz, numa cenografia minimalista, a cantora MC Deeh com um rap sobre um fato que ocorreu em sua vida e que mudou a forma como ela enxergava as coisas. Além do rap, temos também a protagonista falando sobre os sentimentos que permearam sua cabeça numa época muito difícil de sua vida, principalmente depois de um acontecimento que muitos aqui na cidade devem se lembrar, pois foi algo que se tornou viral, que foi uma tentativa de suicídio. O filme trata sobre depressão, mas fala basicamente sobre o nosso comportamento diante de alguém que pensa em tirar a própria vida. Extremamente relevante.
“Tatuagem da cidade” traz o depoimento de artistas que trabalham com graffiti na cidade de Macapá. É a mescla do jeito urbano de se fazer arte underground. A mistura do hip hop, das cores e a verdadeira paixão dos entrevistados nos fazem mergulhar nesse mundo muitas vezes tão marginalizado, porém cheio de obras lindas que poderiam tirar qualquer cidade do cinza e das cinzas. Dirigido por Danrlei Chagas e Ramones Brito.
O curtíssima “Ficar sem arte te sufoca” mostra uma performance reflexiva sobre um mundo que, sem arte, seria cinza e sufocante, numa angustiante direção de Wallyson Amorim.
O clipe “Décimo primeiro mês” traz uma nova música da banda amapaense “Desiderare”. Com um arranjo de tons circenses, a direção de Rodrigo Aquiles dos Santos e a maravilhosa voz de Lara Utzig, o empolgante clipe faz parte do trabalho feito pro terceiro EP da banda, Absência.
“Cada ponto um pensamento” traz os relatos de quatro mulheres artistas do setor têxtil, contando suas histórias, seus sonhos, e mostrando que a arte é carregada de facetas. O curta é dirigido por Maria Carla Marques, e mostra que esse setor, relegado a um nível inferior de trabalho, é muito mais que simples bordados (que não são nada simples, diga-se de passagem), perpassa pela precarização da mão de obra feminina, numa cultura que diminui um trabalho tipicamente feito por mulheres. Porém, aqui enxergamos um pouco além do bordado.
O curta “Rasga”, dirigido por Elielson Júnior, conta a história de Madison, vivido por Henrique Reis, que, ao viajar pra fazenda do avô, acaba recebendo uma herança nada agradável. A história é recheada de misticismo, nos transportando para as incríveis lendas do norte.
O curta “Documentário” traz um irreverente olhar da vida de seu criador, Ronaldo Rony, que também é diretor, abraçando um experimentalismo que é típico desse artista maravilhoso de nossa terra.
“Amanhã”, dirigido por Augusto Máximo e Sergiomar Júnior, é um clipe que aborda a solidão que nos leva a pensar em atos extremos, no entanto, temos uma música que pondera sobre essa solidão, que nos conclama a olhar o futuro com mais esperança.
E assim, fechamos essa segunda sessão da Mostra Fôlego. Amanhã eu trago pra vocês uma visão geral de nossa terceira sessão. Um beijão e até lá, lindezas!
Link do evento:
Conversa com Fernando Segtowick no segundo dia do começo do FIM
Nesta quinta-feira (24), segundo dia do começo do FIM, às 18h30 tem bate-papo com Fernando Segtowick, diretor do longa-metragem documentário "O reflexo do Lago" e do curta-metragem "Matinta". O tema da conversa é "Ficção e Documentário: o desafio audiovisual na Amazônia" com a moderação de Alexandre Brito.
Fernando vai contar um pouco da trajetória dele no audiovisual, falar do cenário no Pará, além de explicar o processo de produção de alguns trabalhos, como o primeiro longa da carreira, Reflexo do Lago, e desafios enfrentados por realizadores da Amazônia.
Sobre o diretor
Roteirista e diretor. Formado em jornalismo pela UFPA, estudou cinema na New York Film Academy nos Estados Unidos e dirigiu vários comerciais, vídeos institucionais e documentários. Dirigiu uma série de curta-metragens e documentários. Dirigiu em 2019 seu primeiro filme longa metragem, o documentário O Reflexo do Lago, selecionado para a mostra Panorâma do Festival de Berlim.
Para não perder o bate-papo, ative o lembrete na live, que já está disponível:
Serviço
Bate Papo com Fernando Segtowick
24 /6/2021 - 18h30 - YouTube do FIM
https://youtube.com/c/festivalfim
Mais informações no blog do festival festivalfim.blogspot.com
23/06/2021
Resenha Cinéfila: Mostra Fôlego
Conheça os filmes Convidados da XVII edição do Festival Imagem-Movimento
O Festival Imagem-Movimento em sua XVII edição apresenta ao público os filmes convidados de 2021 e seus respectivos diretores. No total serão exibidos três filmes entre os dias 23 e 27 de junho.
Data: 23/06
Filme convidado: Matinta
Direção: Fernando Segtowick (PA)
Hora: 19h30 às 21h30
O primeiro deles, “Matinta”, com direção de Fernando Segtowick (PA), ocorrerá no dia 23/06, das 19h30 às 21h30, conta a história de um triângulo amoroso vivido e composto por Valquíria (Dira Paes), uma mulher determinada e que não mede esforços para desejar e alcançar tudo o que quer; por Felício (Adriano Barroso), que luta para resistir às investidas de Valquíria; e por Antônia, esposa de Felício.
Sobre o diretor
Roteirista e diretor. Formado em jornalismo pela UFPA, estudou cinema na New York Film Academy nos Estados Unidos e dirigiu vários comerciais, vídeos institucionais e documentários. Dirigiu uma série de curta-metragens e documentários. Dirigiu em 2019 seu primeiro filme longa metragem, o documentário O Reflexo do Lago, selecionado para a mostra Panorâma do Festival de Berlim.
Data: 26/06
Filme convidado: Karioka
Direção: Takumã Kuikuro (MT)
Hora: 21h45 às 22h10
O segundo filme, “Karioka”, com direção de Takumã Kuikuro (MT), será exibido mo dia 26/06, das 21h45 às 22h10, relata a saída do próprio diretor de sua aldeia localizada no Alto-Xingu, Mato Grosso, em companhia de sua esposa, Kisuagu Regina Kuikuro, e dos filhos Kelly Kaitsu, Ahuseti Larissa e Mayupi Bernardo Kuikuro para morar um período no Rio de janeiro. O filme mostra Bernardo Mayupi Kuikuro de 2 anos de idade descobrindo a praia e outros lugares da cidade grande. Eles fazem muitas coisas, tudo é novidade e, enquanto eles vivem essa experiência, a parte da família que fica na aldeia tem medo porque as notícias do Rio de Janeiro nem sempre são boas, o que causa preocupação e inquietude. Um retrato dos contrastes brasileiros entre o imaginário da tribo e a realidade de uma metrópole.
Sobre o diretor
Takumã Kuikuro - Cineasta, membro da aldeia indígena Kuikuro, atualmente vivendo na aldeia Ipatse, no Parque Indígena do Xingu. Takumã é reconhecido nacional e internacionalmente pelos seus filmes, tendo sido premiado pelos festivais: Festival de Gramado, Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Olhar de Cinema, Jornada Internacional de Cinema da Bahia, Festival de Filmes Documentário Etnográfico, Festival Presence Autochtone de Terres em Vue. Em 2017, recebeu o prêmio honorário “Bolsista da Queen Mary University London”. E foi, em 2019, o primeiro jurado indígena do Festival de Cinema Brasileiro de Brasília.
Data: 27/06
Filme convidado: Reflexo do Lago
Direção: Fernando Segtowick (PA)
Hora: 20h
O terceiro filme, “Reflexo do Lago”, também do diretor Fernando Segtowick (PA), que será apresentado no dia 27/06, a partir das 20h, após a Mostra Abre Caminhos, é um documentário em branco e preto que mostra o cotidiano das pessoas que moram perto de uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo na Amazônia. À sombra desse projeto ambientalmente destrutivo, eles ganham vidas involuntariamente escassas, sem eletricidade ou infraestrutura.
Sobre o diretor
Roteirista e diretor. Formado em jornalismo pela UFPA, estudou cinema na New York Film Academy nos Estados Unidos e dirigiu vários comerciais, videos institucionais e documentários. Dirigiu uma série de curtas-metragem e documentários. Dirigiu em 2019 seu primeiro filme longa metragem, o documentário O Reflexo do Lago, selecionado pra mostra Panorâma do Festival de Berlim.
Além da mostra de filmes convidados, também ocorre uma sessão de bate papo, às 18h30, com o tema "Ficção e Documentário: o desafio do audiovisual na Amazônia", com a participação do diretor do curta-metragem "Matinta", Fernando Segtowick e uma roda de conversa com o tema, às 18h30, "Questões Indígenas", com as participações do Diretor Takumã Kuikuro (MT) e os cineastas Davi Marworno (AP) e Luís Bolognesi (SP) nos dias 24 e 26/06, respectivamente.
SERVIÇO XVII FIM
FILMES CONVIDADOS
DATA: 23, 26 e 27/06
HORA: 19h30 às 21h30
ONDE: YouTube e Facebook
Texto: Tassia Malena
Programação XVII Festival Imagem-Movimento (FIM)
Horário: 19h30
Local: Canal do FIM no YouTube
MATINTA
Quem é daqui dos matos tem que ter muito cuidado com o encantado. Quem quer ter paz na vida não se mete com matinta, mesmo na morte a bicha é perigosa. Se responder o chamado dela, não tem reza que dê jeito, tá com fardo de virar MATINTA.
Mostra Miscelânia
DISTORÇÃO
Sinopse:
Os dias parecem calmos, mas não são, no apartamento de Socorro, que tem como principal companhia a sua TV.Direção: Davi Revoredo e Paula Pardillos
Ano: 2020
Duração: 15min05s
Origem: Natal/RN/Brasil
Classificação: 12 anos
PRECES PRECIPITADAS DE UM LUGAR SAGRADO QUE NÃO EXISTE MAIS
Sinopse
Voltando para casa depois de uma festa de reggae, Breno vai parar numa zona de sacrifício entre o presente, o passado e o futuro.
Direção: Mike Dutra e Rafael Luan
Ano: 2020
Duração: 23min
Origem: Fortaleza-CE
Classificação: Livre
RAFAMEIA
Sinopse
Após se sentir ameaçada por um entregador de uma empresa de eletrodomésticos, Carmem tem seu cotidiano atravessado por diversos conflitos ao se permitir ver os outros que habitam seu entorno.Direção: Mariah Teixeira e Nanda Félix
Ano: 2020
Duração: 24’
Origem: João Pessoa - Paraíba - Brasil
Classificação: 14 anos
JUÍZO, MENINO… JUÍZO
Sinopse
Em uma cidade do interior, uma relação entre professor e aluno vai além da sala de aula e transforma suas vidas.
Direção: Diego dos Anjos
Ano: 2020
Duração: 4min51s
Origem: Rio Bonito, RJ, Brasil
Classificação: 14 anos
Quinta-Feira (24/06)
Mostra Fôlego!
Ausência
Sinopse
Uma jovem se vê perdida e lentamente dissociada da sua própria realidade, conforme encontros e poemas esclarecem que algo ou alguém desapareceu de dentro dela.
Direção: Igor Cardoso
Ano: 2021
Duração: 13’
Origem: Macapá-AP
Classificação: 12 anos
188
Sinopse
O clipe da artista Mc Deeh retrata o suicídio através da própria trajetória da cantora.
É um relato íntimo e crítico sobre o tema que nos leva a refletir sobre a banalização da depressão. “Olha só, escutei vocês, me joguei de cabeça, vida me abraçou. Depressão consumidora me obrigou a arrancar a cabeça, mente enlouquecida me fez mostrar quem sou”.
Direção: Jami Gurjão
Ano: 2020
Duração: 09’45’’
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
Ficar Sem AR TE Sufoca
Sinopse
A importância da arte na vida de cada um de nós e na sociedade em geral, especialmente neste momento de pandemia em que o coronavírus vem literalmente tirando o ar de tantas pessoas. O distanciamento físico, a redução de nossos espaços de circulação e o isolamento social têm sido percebidos por muitas pessoas como um certo sufocamento.
Direção: Wallyson Amorim
Ano: 2021
Duração: 01’34’’
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
Tatuagem da Cidade
Sinopse
Curta-documentário, produzido por estudantes de artes da unifap sobre o cenário do Graffiti da cidade de Macapá-AP, alguns rastros históricos contados pelos próprios graffiteiros, e suas visões de diversos aspectos desse universo do graffiti.
Direção: Danrlei Chagas e Raimundo Brito
Ano: 2019
Duração: 34’14’’
Origem: Macapá-AP
Classificação: 12 anos
Décimo Primeiro Mês
Sinopse
Videoclipe do single "Décimo Primeiro Mês", da banda Desiderare, faixa integrante do terceiro EP do grupo, intitulado Absência.
Direção: Rodrigo Aquiles Santos
Ano: 2019
Duração: 04’
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
Cada Ponto um Pensamento
Sinopse
O curta "cada ponto um pensamento" propõe um diálogo entre quatro mulheres bordadeiras atuantes em Macapá que falam sobre suas perspectivas artísticas de criação e reflexão da arte têxtil.
Direção: Maria Paula Marques
Ano: 2021
Duração: 10’35’’
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
Rasga
Sinopse
Em busca de paz, Madison viaja para a fazenda do avô, mas ao chegar no local é recebido por seus traumas materializados.
Direção: Elielson Júnior
Ano: 2021
Duração: 16’09’’
Origem: Macapá-AP
Classificação: 12 anos
Documentário
Sinopse
Produção experimental, minimalista, de curtíssima metragem, baseada em fatos da vida do protagonista e criador do filme Ronaldo Rony.
Direção: Ronaldo Rony
Ano: 2021
Duração: 01’15’’
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
Amanhã
Sinopse
Uma mulher, cercada de pessoas, se sente só mesmo em meio a uma multidão, sem expectativas, após buscar auxílio no uso exagerado de drogas abandona sua casa e aventura-se no mundo, cai na estrada e ganha liberdade, porém algo maior sempre lhe mostrava que sua existência tinha um propósito que ela desconhecia. Um ato contra contra o Suicídio, e um abraço a valorização da Vida!
Direção: Augusto Máximo e Sergiomar Junior
Ano: 2019
Duração: 05’34’’
Origem: Macapá-AP
Classificação: 14 anos
Mostra Quintessência
Para a Cosmologia, a Quintessência seria um elemento de natureza desconhecida responsável pela expansão acelerada do Universo, um agente provocador de transformações e evolução. No audiovisual, ao adotar o experimental como norte, os realizadores propõem novos desafios a si mesmos e ao espectador. Novas e desconhecidas linguagens surgem do cruzamento das já existentes, indo além das classificações, movimentando a roda imaginária da imagem-movimento.
Horário: 21h30 às 23h
Local: Canal do FIM no YouTube
Corpus Animam Viventem
Sinopse:
A partir do final do século XIX começamos a entender que somos mais do que uma simples massa de carne; um objeto de satisfação ou mão de obra substituível. Todos os corpos são movimentações contínuas de energia ou "Luz", que pulsam e vibram em diferentes frequências, que comunicam e expressam sentimentos e emoções.
Direção: Edemar Miqueta
Ano: 2020
Duração: 2’19’’
Origem: Curitiba - Paraná - Brasil
Classificação: 12 anos
Nuvem Baixa
Sinopse:
Artista de rua negro faz estátua viva em uma rua de comércio, a imobilidade de sua performance se confunde com a imobilidade oriunda da névoa que impede de ver um horizonte, e inerte, algo começa a se mover em seu interior.
Direção: André Okuma e Reiko Otake
Ano: 2020
Duração: 14’42’’
Origem: Guarulhos - SP - Brasil
Classificação: 16 anos
O Que Meu Corpo Fala
Sinopse:
Nos limites de seu jardim, uma mulher dança e vive - refletindo seu papel no mundo através da escuta de sua dança e das histórias que estão impressas em seu corpo.Direção: Valéria Nunes e Glauber Xavier
Ano: 2020
Duração: 11’40’’
Origem: Marechal Deododo-Alagoas-Brasil
Classificação: Livre
Corppas Liqquiddas
Sinopse:
Nos limites de seu jardim, uma mulher dança e vive - refletindo seu papel no mundo através da escuta de sua dança e das histórias que estão impressas em seu corpo.
Direção: Mateus Rosa
Ano: 2020
Duração: 18’55’’
Origem: Alto Paraiso de Goias, Vila de São Jorge, Chapada dos Veadeiros, Brasil
Classificação: 14 anos
Mostra Apocalipse
Horário: 21h30 às 22:20h
Local: Canal do FIM no YouTube
Duração: 48min
Classificação: 16 anos
AzulScuro
Sinopse
Um grande mistério cerca o suposto suicídio de Alice dos Anjos. Encontrada morta em sua própria casa por sua irmã Sofia, o caso continua sem resolução. Um ano após o ocorrido, outros jovens começam a desaparecer e deixar vestígios muito similares aos encontrados na cena do crime de Alice: água por toda casa e desenhos de figuras demoníacas nas paredes.
No aniversário da fatídica data, Sofia está sozinha e abalada, mas a notícia dos desaparecimentos a incita a buscar respostas sobre o que aconteceu com sua irmã.
Enquanto sua investigação avança por pistas fragmentadas na memória do seu celular, um perfil desconhecido a adiciona no Instagram. O perfil não tem fotos, apenas um story de uma mulher de vestido e uma sombra maligna. A entidade demoníaca passa a conduzir acontecimentos sobrenaturais no celular de Sofia, a tornando cada vez mais paranóica.
Direção: Evandro Caixeta e João Gilberto
Ano: 2021
Duração: 15’
Origem: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil
Classificação: 14 anos
Estilhaços
Sinopse
Uma mulher que em sua juventude fora diagnosticada com transtorno de personalidade borderline acredita não ser capaz de morrer. Ela vai descobrir a origem dessa crença ao encontrar-se consigo mesma.
Direção: Julie de Oliveira
Ano: 2020
Duração: 18’05’’
Origem: Florianópolis, Santa Catarina, Brasil
Classificação: 16 anos
Enterrado no quintal
Sinopse
Quando mais jovem, Isabela enterrou um revólver no quintal de casa, com uma promessa de se vingar do seu padrasto, que agredia a sua mãe. Anos depois ela desenterra a arma e vai em busca de sua vingança.
Direção: Diego Bauer
Ano: 2021
Duração: 15’37’’
Origem: Manaus, AM, Brasil
Classificação: Livre
Sexta-Feira (25)
Mostra Fôlego!
Butterfly
Sinopse
O vídeo experimental, tem o objetivo de retratar nosso caos astral e toda complexidade dada e questionada aos nossos sentimentos e questionamentos, podendo ser fonte de transformação tanto negativa quanto positiva. A linha tênue entre o céu e o inferno interno.
Direção: Saturação
Ano: 2021
Duração: 02’22’’
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
Montanha Dourada
Sinopse
O garimpo do Lourenço, no norte do Amapá, segue atraindo pessoas movidas pelo sonho do ouro, apesar do extremo desgaste de corpos e de almas que a atividade proporciona. Entramos neste mundo pelo relato oral de jovens e antigos garimpeiros, que compartilham a ideia de que “o ouro nunca acaba”, e dão suas vidas em busca dele, cavando, jogando e moendo as pedras da montanha que guarda uma das maiores jazidas de ouro da região. A montanha está cada vez mais ferida, mas segue brilhando, ajudando a reproduzir uma história que já é contada há mais de um século e que continua sendo vivida.
Direção: Cassandra Oliveira
Ano: 2020
Duração: 53’54’’
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
Plano do Século
Sinopse
A música denominada como “Plano do Século” descreve a situação de vulnerabilidade de moradores de áreas periféricas, a falta de segurança e atenção e descaso com pessoas de baixa renda, e ainda sim através do rap/ música poder fazer que o protagonista (Rogerinho) não vire mais um número na estática de mortalidade, principalmente quando estamos relacionando expectativa de vida de acordo com sua renda abaixo da média, violência policial e ao COVID-19, onde a parcela mais atingida são pessoas negras e de áreas periféricas, construir a partir da música/ arte sua opinião crítica sobre a vivencia em sociedade, e como o sistema ataca de formas minuciosas para que sejamos seres ignorantes servindo apenas pra mão de obra barata e serviços braçais. Falando também sobre sua vivencia pessoal com a comunidade e familiar, adentrando a questão de uso de entorpecentes e conflitos familiares e através do conhecimento abrir novas portas para que a sociedade de áreas extremas, tenham novas oportunidades, busquem seus direitos, e viver estável não seja utopia.
Direção: Saturação
Ano: 2019/2020
Duração: 02’
Origem: Macapá-AP
Classificação: 10 anos
Minas Armadas
Sinopse
Mulheres de vários estados brasileiros se expressam no web clipe da artista Brenda Zeni, através de cartazes, performances e depoimentos sobre abusos vividos.
Direção: Brenda Zeni
Ano: 2020
Duração: 06’43’’
Origem: Macapá-AP
Classificação: 12 anos
Renúncia
Sinopse
Lyric video do single "Renúncia", faixa integrante do terceiro EP da banda Desiderare, intitulado Absência.
Direção: Beatriz Belo
Ano: 2020
Duração: 04’50’’
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
Utopia
Sinopse
Utopia, registro documental da busca de uma filha por histórias vividas pelo pai garimpeiro que faleceu no garimpo. Histórias vividas em garimpos pelos interiores do Estado do Amapá e relatadas através de companheiros do ofício. Um documentário de curta duração que soma o registro dessa busca com arquivos sobre esse pai, fotos, vídeos e cartas que ele escrevia para a família relatando a vivência e as dificuldades do garimpo. Em paralelo a busca o documentário procura humanizar esses homens que dedicam suas vidas a terra, mais do que um registro o filme vem mostrar um relato íntimo e poético sobre a vida desses garimpeiros.
Direção: Rayane Penha
Ano: 2019
Duração: 15’16’’
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
Deusa
Sinopse
A poesia e música de João Amorim e Danilo José se expressa através da obstinação de um artista e sua Deusa. Alegorias, confetes e serpentinas nos guiam por uma viagem entre o lúdico e o real.
Direção: Célio Cavalcante Filho
Ano: 2021
Duração: 4’57’’
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
Mostra Memorabilía
1ª SESSÃO
No dicionário, memorabilía é descrito como “fatos ou objetos, dignos de serem rememorados, que se guardam na lembrança ou como lembrança”. Os documentários, independente do tema, tendem a somar para a memória coletiva, enquanto registro dos mais variados aspectos da vida, preservando momentos, pontos de vista, realidades, personalidades, acontecimentos. A Memorabilía traz um rico recorte da produção audiovisual documental brasileira, com trabalhos inscritos no FIM 2021.
Horário: 21h30 às 23h
Local: Canal do FIM no YouTube
Duração: 1h30
Classificação: Livre
PRAIAS INTERDITADAS
Sinopse
As praias da cidade são interditadas durante a pandemia do coronavírus, mas a classe média precisa sobreviver ao calor dos trópicos.Direção: João Pedro Moraes
Ano: 2020
Duração: 05’52’’
Origem: Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Classificação: Livre
BANCA PARAÍSO
Sinopse
A rotina diária de uma banca de jornais é a vitrine de um Brasil atual que normalizou as formas precárias de trabalho ultra-neoliberalistas dos dias de hoje, nas quais o desamparo de Seu Nenê, o proprietário, é preenchido pela fé religiosa e pela esperança de uma vida digna através da loteria.Direção: Giovanna Giovanini e Rodrigo Boecker
Ano: 2020
Duração: 25’01’’
Origem: Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Classificação: Livre
PEGA-SE FACÇÃO
Sinopse
Em uma região onde a seca dura a maior parte do ano e a agricultura familiar não garante o sustento, mãe e filha veem como única saída a costura domiciliar terceirizada na zona rural de Caruaru-PE. Mas qual é o preço a ser pago?Direção: Thais Braga
Ano: 2020
Duração: 13’’
Origem: Caruaru-PE-Brasil
Classificação: Livre
TERRA DE NAZARÉ
Sinopse
O documentário conta a história de Maria Nazaré Souza, a Nazaré Flor, líder comunitária, poeta, educadora e uma das fundadoras do Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste (MMTR-NE). Moradora de Apiques, assentamento Maceió, no município de Itapipoca, no Ceará, Nazaré Flor transformou a vida da comunidade e das mulheres que lá moram. Seja pela sua atuação militante na luta pela terra e a favor da emancipação das mulheres, seja pela sua produção artística musical e de poesias, Nazaré viveu para deixar um legado que permanece presente na história do assentamento e do movimento feminista brasileiro e mundial.Direção: Shaynna Pidori
Ano: 2020
Duração: 40’’37’
Origem: Ceará, Brasil
Classificação: Livre
BEATMAKERS
Sinopse
Beatmakers é o primeiro documentário no Brasil e no mundo protagonizado exclusivamente por mulheres que fazem beat. Levando em consideração além do ineditismo e pioneirismo, o curta-metragem documental tem suma importância por iniciar o registro da mulher beatmaker no audiovisual, mostrando a produtividade do tema e a necessidade desta discussão, provocando a possibilidade de produção de mais obras acerca do assunto e servindo como referência para estas possíveis futuras obras audiovisuais. Além de incentivar as espectadoras que possuem algum interesse no ramo do beat através da representatividade exibindo referências de mulheres da área.Direção: Luciana Santos (Lua) e Sabrina Emanuelly
Ano: 2020
Duração: 21’’57’
Origem: São Paulo - SP
Classificação: Livre
Sábado 26/07
Mostra Fôlego!
Anut gidahankis minikwekviyenekis: conhecimentos dos antigos
Sinopse
O filme trata dos conhecimentos do povo Palikur Arukwayene sobre a produção dos seus artefatos, traz os cuidados e preocupações nos dias atuais com esse conhecimento tradicional. É a partir do que contam os mais velhos que a nova geração passa a conhecer e valorizar o que sabe.Direção: Davi Marworno
Ano: 2020
Duração: 16’
Origem: Oiapoque, Macapá-AP
Classificação: Livre
TÔ NA ÁREA
Sinopse
A obra é um grito de resistência, transmite a força de um povo que defende a sua terra com bravura e clama por respeito. A mistura do batuque do Marabaixo com os beats do rap selam o encontro entre a cultura tradicional e o hodierno de forma cultural e histórica com cenas de uma curta-metragem em seus primeiros segundos.
A canção tem a participação da cantora Ariel Moura que, com seu timbre inconfundível fixa em nossas mentes o refrão “Aonde tu vai rapaz? Por estes caminhos sozinho”. O trecho é uma homenagem ao clássico ‘ladrão’ do Marabaixo.
Direção: Augusto Máximo e Kleber Nasper
Ano: 2021
Duração: 06’07’’
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
CONTA-ME DO PÔR DO SOL
Sinopse
Conta-me do Pôr do Sol vem postular a memória individual por meio de ações, reflexões situadas, vozes e desejos não falados, conectar atos de engajamento político e partilhar as invenções da própria autonomia de existência. Em meio a comunidade do Elesbão que está presente no município de Santana, ouvindo de seus moradores e as histórias que marcam as suas vivências tendo como campo uma escola que é margeada pelo rio amazonas.Direção: Silvia Marques, Jiandry Chedek, Suany Pimentel e Amanda Paola
Ano: 2020
Duração: 28’51’’
Origem: Macapá-AP
Classificação: 10 anos
PASSAR UMA CHUVA
Sinopse
O violonista Nonato Leal chega no Amapá como eletricista e transforma a paixão pela música na história da sua vida se tornando um grande mestre de violão na cidade de Macapá. O compositor nascido em Vigia - Pará, veio apenas "passar uma chuva" no Amapá, e neste filme reflete sobre sua vida e música nesta chuva que já dura 70 anos.Direção: Aron Mirando e Cassandra Oliveira
Ano: 2020
Duração: 17’51
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
VIDA RIBEIRINHA
Sinopse
Fragmentos do cotidiano dos moradores da Comunidade do Anaueraopucu-AP, é um breve registro etnográfico de dois personagens, Iza e Dário, pessoas que representam a vida ribeirinha.Direção: Iraguacema Lima Maciel
Ano: 2021
Duração: 15’
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
MEMÓRIAS DA TERRA
Sinopse
As relações que os moradores têm com a herança material e cultural das terras em que habitam na Vila Velha do Cassiporé (Oiapoque-AP) compõem imagens e sons em uma ode ao tempo da vida na natureza e evocam memórias das vivências nas terras ancestrais da Amazônia.Direção: Aron Miranda
Ano: 2020
Duração: 20’
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
FILME CONVIDADO
Horário: 21h45
Local: Canal do FIM no YouTube
KARIOKA
Sinopse
Takumã Kuikuro sai de sua aldeia localizada no Alto-Xingu, Mato Grosso, com sua mulher, Kisuagu Regina Kuikuro, e o filhos Kelly Kaitsu, Ahuseti Larissa e Mayupi Bernardo Kuikuro para morar um período no Rio de janeiro. O filme mostra Bernardo Mayupi Kuikuro de 2 anos de idade descobrindo a praia e outros lugares da cidade grande. Eles fazem muitas coisas, tudo é novidade e, enquanto eles vivem essa experiência, a parte da família que fica na aldeia tem medo porque as notícias do Rio de Janeiro nem sempre são boas, o que causa preocupação e inquietude. Um retrato dos contrastes brasileiros entre o imaginário da tribo e a realidade de uma metrópole.
Direção: Takumã Kuikuro
Ano: 2014
Duração: 20’’
Origem: Mato Grosso - Brasil
Classificação: Livre
MOSTRA MEMORABILÍA
2ª SESSÃO
Classificação indicativa: 12 anos
ENDLESSLOVE
Sinopse:
Cantores e cineastas amadores se encontram nos karaokês do Rio de Janeiro. Esses encontros são filmados, imaginados e costurados pelas canções infinitas que os motivaram.
Direção: Duda Gambogi
Ano: 2020
Duração: 21’’57’
Origem: Rio de Janeiro - RJ
Classificação: Livre
MULHERES DE MANDINGA
Sinopse:
O Documentário Mulheres de Mandinga propõe a reflexão das mulheres nas rodas de Capoeira, a luta pela Igualdade de Gênero, o fim do Machismo , a ocupação das mulheres no lugar que já fazem parte .
Foram entrevistas lideranças femininas da Capoeira, elas contam suas vivências e lutas diárias, dessa forma ao ouvi-las poderemos ouvir milhares de vozes que foram caladas ao longo da história das mulheres na Capoeira.
Direção: Danieli Andrade Santos, Duda Gambogi
Ano: 2018
Duração: 20’’06’
Origem: Mauá - São Paulo - Brasil
Classificação: Livre
CAMA DE ESPINHO
Sinopse
Rei do Índios faz uma festa onde é preparada uma cama de espinhos para os Surrupiras e entidades Indígenas deitarem. Em cima de Pai Wagner, há 49 anos ele, Pena Branca, Taquariana, Surrupirinha, Tupam, Índia Guerreira e tantos outros mantém um ritual já quase esquecido nos Terreiros de Tambor de Mina do MaranhãoDireção: Denis Carlos
Ano: 2014
Duração: 77’’28
Direção: Letícia Camyla
Ano: 2019
Duração: 6''3'
Direção: ONASSIS
Ano: 2019
Duração: 04''13'
Sinopse
O curta metragem conta a história de Natasha, uma youTuber que ao completar 1 milhão de seguidores resolver fazer um vídeo muito especial. Será que ela irá supeender seus seguidores?
Direção: Patrícia Elica
Ano: 2019
Duração: 09''23'
Sinopse
Com o tempo apertado, o irmão entra em uma perseguição para pegar o último biscoito da geladeira, porém seu irmão não deixará o trabalho tão fácil.
Direção: Júlio Davidson
Ano: 2018
Duração: 03''54'
Sinopse
Sedentary lifestyle é um curta-metragem que mostra como os amigos Steve e Robert passaram as férias, Steve decidiu viajar e quando voltou se surpreendeu com o estado de Robert.
Direção: Evelyn Figueiredo
Ano: 2018
Duração: 01''25'
Sinopse
O Vídeopoema traz a linguagem lírica típica da poesia. É uma tradução dos sentimentos da poeta em relação ao amor, à vida, ao mundo, num simples contemplar do céu.
Direção: Patrícia Andrade
Ano: 2021
Duração: 01''
Sinopse
Impactada diretamente pela greve de 2017 da UERJ, Rita, uma estudante pernambucana de Artes Visuais, se divide entre despedidas dos laços que criou no Rio e a fixação de resgatar seu último trabalho artístico-acadêmico que está trancado em uma sala da universidade desde o início da paralisação.
Direção: Luísa Giesteira/
Ano: 2019
Duração: 19’’38
Direção: Nilton Resende
Ano: 2020
Duração: 19’’02'
Direção: Clara Henriques e Luiza França
Ano: 2020
Duração: 15''
Direção: Fernando Segtowick
Ano: 2020
Duração: 1h19m























































