08/11/2011

O FIM está próximo, prepare-se...


FIM: Apelido do Festival Imagem-Movimento. Poderíamos também dizer que é a sigla do festival, mas o termo apelido é menos formal e dá a tônica do que tem sido esses oito anos durante os quais o FIM acontece em Macapá. O evento é um festival de filmes e vídeos independentes que, desde 2004, oxigena a cena audiovisual do extremo Norte do País. O FIM, junto com o Festival Internacional de Manaus, são os eventos mais antigos do segmento na região. 

Mostra aberta em Mazagão Velho promovida pelo FIM em 2010

 Esse ano o festival chega a sua oitava edição com fôlego renovado, equipe ampliada e disposto a reconhecer que sua identidade é mutante, dinâmica e que os desafios amazônicos são tão grandes quanto o interesse dos realizadores independentes locais em mostrar a viabilidade de um cinema temperado com o rio e a floresta. Assumindo a missão de pensar, estudar, fazer e distribuir o cinema independente na região Norte a edição desse ano conta com a participação de trabalhos enviados de 11 estados brasileiros. São mais de 45 filmes que representam o que está sendo produzido no Brasil de maneira independente e, às vezes, até marginal.

Além de circular essa produção dos outros estados, o FIM responde também enquanto agente de fomento a produção amapaense de audiovisual. O festival promoveu, por exemplo, em sua edição de n. 07, oficinas em 05 municípios do Estado, todas tendo como desdobramentos a produção coletiva de um curta-metragem.

A programação desse ano traz consigo o fortalecimento da idéia de artes integradas na concepção dos espaços e dos debates elaborados para a edição n. 08. O start desse ano será dado com oficinas de realização audiovisual em quatro escolas da rede pública de ensino macapaense. Em cada escola será formada uma turma com, no máximo, 20 alunos que irão receber orientações dos instrutores do festival para realização de seus filmes. Além da oficina, cada escola receberá orientações para montar um cineclube em parceria com suas respectivas Tvs escolas.

      Reunião para definir o tema do vídeo  que será produzido
      pelos alunos da Escola Mário Quirino

 Os atores também terão um espaço de qualificação e reciclagem na programação desse ano. O cineasta paraibano Aluízio Guimarães realizará a oficina intitulada “O ator no cinema” buscando ampliar o diálogo entre os atores de teatro e os realizadores de audiovisual, já que uma das lacunas da cena local é a carência de espaços para formação de atores direcionados para a telona.

As características e desafios da produção de cinema e vídeo na Amazônia serão também debatidos através do encontro, no Amapá, de realizadores atuantes na região para falar sobre as várias nuances e  obstáculos colocados ao audiovisual amazônico. 

A exibição dos trabalhos inscritos no festival ao longo de todo o ano de 2011 será dividida em quatro mostras, uma externa que, a exemplo das edições de 2006 e 2010, contará com uma tela gigante (02.12), duas mostras no palco principal do Teatro das Bacabeiras (03 e 04.12) e a mostra subterrânea, que será realizada em conjunto com a exposição dos trabalhos de designers locais, no porão do mesmo teatro.

Para encerrar essa grande imersão em sons e imagens representada pelo festival, várias bandas locais da cena underground colocarão para fora das caixas amplificadas seu rock and roll anunciando que o FIM, é só o começo. Como dizia a frase de efeito escrita no cartaz da primeira edição deste festival que, desde então, nunca mais terminou.

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